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PRM nega soltura de Manuel Tocova
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Destaques - Nacional
Escrito por Emildo Sambo  em 13 Novembro 2017
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Ao contrário das informações difundidas, segundo as quais Manuel Tocova, ex-edil interino da cidade de Nampula, já foi restituído à liberdade, na passada sexta-feira (10), após pagamento de caução de 300 mil meticais, a Polícia da República de Moçambique (PRM), no maior circulo eleitoral do país, assegura que o polémico autarca continua nos calabouços.

Na tarde de domingo (12), o @Verdade contactou, telefonicamente, Zacarias Nacute, porta-voz do Comando Provincial da PRM, em Nampula, e ele garantiu-nos que são falsas as informações que dão conta da soltura de Manuel Tocova.

Ele continua privado de liberdade “nas celas do Comando Provincial” da corporação. Aliás, durante o telefonema, Zacarias Nacute pediu para que aguardássemos no sentido de ele próprio voltar a confirmar a informação sobre a alegada restituição à liberdade do polémico ex-edil interino da cidade de Nampula.

Volvidos alguns minutos, ele retornou a chamada e assegurou que o visado continua enclausurado. Tentámos, igualmente, contactar Manuel Tocova, telefonicamente, mas o seu número estava fora de rede até ao fecho desta edição.

Zacarias Nacute não avançou detalhes sobre o assunto.

Por conseguinte, Manuel Tocova não está em condições de manter o cargo de presidente da Assembleia Municipal de Nampula.

Refira-se que ele foi detido na última quarta-feira (08), acusado de posse ilegal de uma arma de fogo do tipo pistola e cerca de 100 munições.

Ele reconheceu que não dispõe de licença para porte e uso de qualquer tipo de instrumento bélico, o que faz com que incorra em pena de prisão de oito a 12 anos.

A pistola em causa foi a alugada ao visado por antigo parlamentar da Renamo, Pedro Maria Hussene.

Renamo diz que o dono da arma já não é seu membro

Sobre o assunto a que nos referimos, o maior partido da oposição disse à imprensa, por intermédio do seu porta-voz, António Muchanga, que o aluguer da arma de fogo em causa ocorreu entre Tocova e Hussene, ambos membros do mesmo partido.

Neste contexto, o seu antigo deputado devia ser tratado como um cidadão comum, sem qualquer ligação com a “Perdiz”.

“O negócio da arma com Tocova foi feito entre 2014 e 2015, num momento em que os dois [Manuel Tocova e Pedro Hussene] estavam juntos no MDM. Portanto, o aluguer da pistola foi feito entre dois membros do Movimento Democrático de Moçambique”, disse António Muchanga.

Num outro desenvolvimento, o deputado apelou para que a PRM trate a questão “do senhor Pedro Maria como cidadão que aluga armas e não como ex-deputado da Renamo, porque os ex-deputados da Renamo não alugam armas a ninguém”.

Comissão de gestão para Nampula

Devido à detenção de Tocova, o que lhe coloca na impossibilidade continuar a liderar o município de Nampula, o Ministério da Administração Estatal e Função Pública anunciou que será criada uma comissão de gestão para dirigir a urbe até a eleição intercalar marcada para 24 de Janeiro próximo. “Há procedimentos que serão seguidos.

Esta semana, um membro do nosso ministério vai à Nampula” para prestar apoio no sentido de a edilidade prosseguir a providenciar serviços e ao alcance dos munícipes, disse Carmelita Namashulua, timoneira daquela instituição do Estado. Para além da presidência interina da cidade de Nampula, fica igualmente caga a direcção da Assembleia Municipal local.

Neste contexto, esta semana haverá uma sessão extraordinária com vista à eleição de um novo presidente, porque consta que Tocova já renunciou ao cargo.

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