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Açúcar considerado nocivo à saúde retirado do mercado em Maputo e Moamba
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Destaques - Economia
Escrito por Emildo Sambo  em 15 Agosto 2017
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Cinco toneladas de açúcar, das quais uma parte considerada imprópria para o consumo humano, foram retiradas de alguns estabelecimentos comerciais e confiscadas pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), nas primeiras duas semanas de Agosto corrente, na cidade e província de Maputo.

Duas toneladas do referido produto já foram submetidas a analises laboratoriais e constatou-se que é nocivo à saúde. A restante quantidade ainda está a ser examinada. No distrito de Moamba cativou-se uma tonelada e as outras quatro na capital moçambicana, disse Virgínia Muianga, porta-voz da INAE.

“Recebemos uma denúncia sobre a existência de sacos de açúcar sem rotulagem. De facto”, esse produto foi achado e apreendido, explicou a porta-voz, ajuntando que as suspeitas surgiram do facto de os sacos de ráfia que contêm tal açúcar não apresentavam rotulagem, marca e prazo de validade.

Segundo a fonte, que falava à imprensa sobre o balanço quinzenal da instituição a que está afecta, trata-se de produto que era vendido em algumas lojas do mercado informal. Os donos dos referidos estabelecimentos alegaram que adquiriram o açúcar junto de fornecedores desconhecidos, os quais se fizeram presentes nos seus estabelecimentos comerciais.

As autoridades suspeitam que tal açúcar tenha sido obtido algures em condições ilícitas. E, apesar de se avançar que é nocivo à saúde, não se diz, precisamente, que problemas podem advir do seu consumo.

Assunto levou a que a Direcção Nacional do Açúcar e a açucareira de Xinavane fossem accionadas no sentido de ajudar a obter melhor esclarecimento.

Para além de lojas, a INAE fiscalizou igualmente, de 01 a 12 de Agosto em curso, algumas piscinas e alguns ginásios para se apurar o nível de cumprimento das regras de higiene e segurança. Em todo o país foram abrangidos 26 piscinas e 47 ginásios, tendo-se verificado que há locais ou edifícios destinados à prática de exercício físico e piscinas a funcionar sem autorização para o efeito. Contudo, não se aplicou nenhum castigo nem multa, uma vez que aquela entidade do Estado optou em fazer, numa primeira fase, trabalho de sensibilização.

“É um trabalho pedagógico para transmitirmos as regras” necessárias “para se exercer a actividade com segurança. Em alguns locais encontramos” instrutores “sem carteira profissional. São amadores” que pouco ou nada percebem sobre o que alegam estar a ensinar.

Nas piscinas o trabalho visou controlar a sanidade e qualidade da água. Para o efeito, foram recolhidas amostras para exames laboratoriais.

Dos 496 estabelecimentos fiscalizados em todo o país, oito sofreram penalizações em mais de 680 mil meticais devido a várias irregularidades. Os restantes processos sobre as infracções detectadas estão ainda em andamento. A INAE retirou igualmente das prateleiras e incinerou determinados produtos por má conservação e prazo de consumo expirado.

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