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Sem guerra e com metical estável inflação volta a subir em Moçambique, devido ao endividamento interno do Estado
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Destaques - Nacional
Escrito por Adérito Caldeira  em 19 Maio 2017
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Gráfico do Instituto Nacional de EstatísticaMesmo sem guerra, desde Dezembro, e com o metical relativamente estável a inflação em Moçambique continua em alta, registando uma subida de 1,13% durante o mês de Abril o que comprova que a sua causa continua a ser o enorme endividamento interno do Estado.

“As divisões de Transportes e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as de maior impacto no aumento do nível geral de preços com contribuições de 0,44 e 0,22 pontos percentuais (pp) positivos, respectivamente”, indica o Índice de Preço ao Consumidor(IPC) elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística(INE) que destaca “o aumento dos preços do Pão (15,0%), da Gasolina (7,9%), do Carvão vegetal (6,3%) do Gasóleo (8,6%), do Peixe seco (4,1%), de Congeladores (16,0%) e do Peixe fresco, refrigerado ou congelado (1,9%)”.

De acordo com o IPC, “De Janeiro a Maio do ano em curso, o País registou um aumento de preços na ordem de 5,49%. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foi a principal responsável pela tendência geral de agravamento de preços”, e “relativamente a igual período de 2016, o País registou um aumento de preços na ordem de 21,27%”.

Contudo as justificações do INE para a inflação em alta fazem parte da propaganda governamental, é que no nosso país a causa principal da inflação é o exponencial financiamento interno do Estado, através da emissão de Bilhetes e Obrigações do Tesouro, que só nos primeiros três meses do ano passou de 70 para 88 mil milhões de meticais de acordo com o Banco de Moçambique.

Em entrevista recente ao @Verdade o professor de Economia António Francisco explicou que “contrariamente ao seu uso vulgar, se entendermos a inflação como a expansão do estoque de dinheiro sem lastro real na economia, então, percebemos que é o aumento da massa monetária que inevitavelmente provoca o aviltamento da moeda. Quando a oferta de moeda inflaciona, ou seja, quando temos um aumento do suprimento de dinheiro e expansão monetária, cada unidade de dinheiro tem menos poder de compra”.

“Enquanto o Governo está ocupado molestando vendedores e consumidores com uma enxurrada de decretos e regulamentações, cujo único efeito é a escassez, o Tesouro e o Banco Central seguem com a inflação”, aclarou Francisco, que é também investigador do Instituto de Estudos Sociais e Económicos(IESE).

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