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Ministro do Interior esteve em Portugal e acusou a Renamo de rapto do empresário daquele país em Gorongosa
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Destaques - Nacional
Escrito por Redação  em 07 Março 2017
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O ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, esteve em Portugal, na semana finda, para tentar suavizar o mal-estar diplomático estre este país e Moçambique, devido ao rapto do empresário lusitano agrícola, em Julho do ano passado, em Gorongosa, província de Sofala. Mas defraudou as expectativas ao dizer insistir que “prosseguem as investigações tendentes a apurar a situação” da vítima, bem como alegou que a Renamo pode estar por detrás do sequestro.

O governante moçambicano encontrou-se com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e com o primeiro-ministro António Costa. “Mas as reuniões, separadas, não tiveram o efeito desejado. Para nenhuma das partes”, diz o jornal português o Público.

Nas reuniões de Lisboa, Portugal ofereceu colaboração judicial para a investigação do rapto (...), “mas obteve apenas uma resposta evasiva”.

Além disso, o enviado do Presidente Filipe Nyusi àquele país disse que há suspeitas de que a Renamo, que mantém bases armadas na Gorongosa, esteve envolvida no rapto, segundo dados transmitidos pela família do empresário, escreve aquele meio de comunicação.

A informação prestada por Jaime Monteiro causou particular espanto, uma vez que a família nunca transmitiu tal suspeita às autoridades portuguesas, com quem reúne e comunica de forma incansável há oito meses consecutivos. Contudo, os lisboetas não acreditam nesta informação.

Segundo o jornal, apesar de o empresário ter desaparecido em Gorongosa, “Lisboa acredita que há indícios fortes de que a Renamo não teve nada a ver com o caso” e “devem ser investigadas outras pistas”.

Nos últimos anos, vários membros da polícia moçambicana foram condenados em tribunal por envolvimento em raptos de estrangeiros. Este caso, no entanto, em nada segue o padrão habitual.

Antes da viagem de Jaime Monteiro a Lisboa, as autoridades daquela país interpretavam a sua ida como um possível gesto de redenção, mas também uma forma de o Governo moçambicano evitar comprometer-se por escrito sobre o caso. Porém, “depois da viagem, as reacções são de decepção.

"Na prática, as relações diplomáticas com Moçambique estão congeladas", disse ao Público um alto quadro do Estado.

Por sua vez, um investigador disse ao mesmo órgão que "Moçambique está a brincar com o fogo. Este tipo de actuação faz fechar portas e torneiras. Não me espantaria se alguns investimentos fossem cancelados. Os investidores têm de sentir-se seguros e, no mínimo, saber que as autoridades cooperam se um funcionário seu desaparece".

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