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Depois da seca e chuva, ciclone vai fustigar Inhambane e Gaza
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Destaques - Nacional
Escrito por Adérito Caldeira  em 15 Fevereiro 2017
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Foto cedida pelo Instituto de Estudos Sociais e EconómicosAs províncias de Inhambane e Gaza, que vinham sofrendo o impacto da seca severa e têm sido particularmente afectadas pela época chuvosa, vão ser fustigadas a partir desta quarta-feira(15) por um ciclone tropical denominado Dineo originará chuva forte que deverá fazer transbordar as bacias de Inharrime, Mutamba, Inhanombe, Govuro e Limpopo e ainda inundar algumas cidades e vilas. É também esperado vento forte que poderá aumentar o números de casas, escolas e unidades sanitárias danificas.

O Dineo, ciclone intenso de categoria 4, deverá fustigar os distritos de Morrumbene, Jangamo, Inharrime, Panda, Homoíne, Vilankulo, Maxixe, Massinga, Zavala e cidade de Inhambane(na província de Inhambane); e os distritos de Mandlakazi, Xai-xai, Chibuto, Guijá, Massingir e Mabalane(na província de Gaza), a partir da manhã desta quarta-feira(15), com ventos forte de até 200 km/h e chuvas intensas, de mais de 100 milímetros em 24 horas.

Face às previsões meteorológicas a direcção nacional de gestão dos recursos hídricos “prevê-se que as bacias de Inharrime, Mutamba, Inhanombe, Govuro e Limpopo registem subida de níveis hidrométricos, podendo condicionar a transitabilidade de algumas rodovias: Estrada Lindela a Cidade de Inhambane, na bacia do Mutamba; Mubalo a Macavane e Litlanga a Chinginguire, na baica do Inhanombe”.

“Igualmente prevê-se, inundações localizadas nas Cidades/Vilas de Inhambane, Maxixe, Massinga, Vilankulo, Inhassoro, Inharrime, Nova Mambone e Machanga, por acumulação de águas pluviais”, informa o boletim hidrológico nacional desta terça-feira(14).

Estas províncias do Sul de Moçambique debatem-se com a seca que dura há mais de dois anos e registaram dezenas de milhares de cidadãos que foram directamente afectados pelas chuvas, habituais durante a época chuvosa que dura até Março.

De acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades(INGC), em Inhambane tinham sido afectados 4.450 cidadãos e em Gaza as chuvas deixaram em situação de emergência 26.308 pessoas. Até a semana finda o INGC havia contabilizado 160 casas danificadas em Inhambane e 6.875 em Gaza, mais de 3 mil habitações ficaram parcialmente danificadas.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, apesar de estar a funcionar com somente 20% do orçamento que precisa, está em prontidão para fazer face ao impacto deste ciclone, mais uma calamidade natural que regularmente fustiga o nosso País, e recomenda aos cidadãos nos distritos mais afectados para manterem a calma e a saírem das vias públicas durante o ciclone, manterem-se informados sobre as notícias e instruções que sejam veiculadas, mas em simultâneo desligar todos aparelhos electrónicos, incluindo telefones celulares.

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