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Tentativa de roubo de combustível resulta em explosão de camião-cisterna e na morte de pelo menos 55 moçambicanos
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Destaques - Nacional
Escrito por Redação  em 18 Novembro 2016
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Foto de Cidadão RepórterPelo menos 55 pessoas morreram e outras 97 ficaram feridas em resultado da explosão de um camião-cisterna, do qual as vítimas retiravam combustível, na quinta-feira (17), no distrito de Moatize, província de Tete. Entre os feridos existem 16 menores de idade e uma mulher grávida.

A tragédia aconteceu na localidade de Caphiridzange para onde se dirigiu um camião-cisterna viajava com destino ao Malawi, conduzido por um cidadão malawiano, que terá mudado da sua rota para efectuar uma paragem no local onde iria vender clandestinamente alguma da gasolina que transportava.

Informações preliminares indicam que centenas de populares, adultos e crianças de ambos os sexos, aproximaram-se do camião que pegou fogo, cerca das 15 horas, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Todavia quinta-feira foi mais um dia muito quente na província de Tete, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia foi registada uma temperatura máxima de 38,4 graus celsius.

Na sequência do fogo o camião explodiu causando a morte de pelo menos 43 pessoas no local. Verónica de Deus, médica do Hospital provincial de Tete, disse a Rádio de Moçambique que foram recebidos 108 feridos todavia onze acabaram por não resistir as graves queimaduras que apresentavam.

A fonte acrescentou que dos 97 feridos internados, até cerca das 6 horas desta sexta-feira(18), 36 estão em estado muito grave, entre eles existem 16 crianças e uma mulher grávida.

Foto de Cidadão RepórterO número de vítimas poderá aumentar pois muitos corpos terão ficado desfeitos com a explosão, o correspondente da Rádio Moçambique naquela província do centro do País reportou que muitas vítimas em chamas caminharam em direcção a um rio que existe nas proximidades na tentativa de apagarem os seus corpos em chamas.

Além de pessoal da Saúde foram mobilizados efectivos militares para apoiarem no resgate das vítimas para o Hospital provincial de Tete que dista cerca de 70 quilómetros do local da tragédia.

A venda clandestina de combustível, e o roubo a camiões-tanques, é uma prática habitual entre as comunidades pobres que habitam este corredor rodoviário que liga Moçambique ao Malawi.

Recorde-se que em Dezembro passado 16 pessoas perderam a vida, e duas outras ficaram feridas com gravidade, durante outra tentativa de roubo de combustível que terminou num incêndio de grandes dimensões no Porto da Matola, na província de Maputo.

Na sequência da tragédia ocorrida em Caphiridzange o Governo criou uma equipa de trabalho que se desloca nesta sexta-feira(18) à província de Tete.

A equipa, chefiada pela ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, integra o ministro dos Tranportes e Comunicações, Carlos Mesquista, o vice-ministro da Saúde, Mouzinho Saíde, e o director do Institutito Nacional de Gestão de Calamidades, Osvaldo Machatine.

Refira-se que é a segunda tragédia que abala Tete em 22 meses. Em Janeiro de 2015, 75 pessoas morreram no distrito de Chitima, após consumirem uma bebida tradicional denominada “Phombe”, fabricada com farinha de milho contaminada com uma bactéria, segundo o Ministério da Saúde (MISAU).

Comentários   

 
0 #1 Vagoine 19-11-2016 15:40
esta culpa cabe inteiramente ao nosso governo, uma vez que todas vias rodoviarias ve se pessoas a venderem conbustivel. antes dis o nosso governo oque tera feito? isto e o mesmo do mercado da estrela localizada na cidade de maputo, sera estamos a espera de muitos acidentes ? quantos assaltos das casas sem falar de roubo de algumas coisas nos carros que depois infelixmente as mesmas pessoas fomentando vam na estrela vermelha, para vconpurar oque?
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0 #2 Dinis Daniel 24-11-2016 09:26
É triste isso
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