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Mais um cidadão albino morto e mutilado na Zambézia perante ausência do grupo de protecção criado pelo Governo
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Destaques - Nacional
Escrito por Emildo Sambo  em 17 Novembro 2016
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Um homem com problema de pigmentação da pele, identificado pelo nome de N. Câmara, de 39 anos de idade, foi assassinado por indivíduos ainda a monte, há dias, em Quelimane, província da Zambézia, e o seu corpo foi achado sem os membros superiores.

As autoridades policiais não forneceram pormenores sobre o homicídio praticado com recursos a catanas, mas avançaram que o mesmo aconteceu a 06 de Novembro corrente, na localidade de Zalala.

O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) disse que a vítima é de nacionalidade moçambicana e decorrem diligências com vista a neutralizar os autores do crime.

Este caso, aparentemente isolado, sugere que a barbárie contra as pessoas com uma anomalia orgânica caracterizada por ausência ou grande falta de pigmento na pele, nos olhos, nos pêlos e no cabelo continua no país.

Aliás, em Setembro de 2015, o Governo criou um grupo multissectorial de trabalho para encontrar medidas de protecção às pessoas com albinismo. A equipa, liderada pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, foi criada numa altura em que os albinos eram alvos de perseguição para fins ainda não apurados.

Volvido mais de um ano de trabalho, o referido grupo ainda não apresentou, publicamente, o que tem estado a fazer.

Enquanto isso, os agentes da Lei e Ordem detiveram oito indivíduos acusados de assassinar um cidadão na sua própria residência e ferir gravemente a mulher, no último sábado (12), no distrito de Magude, província de Maputo.

A Polícia naquele ponto do país disse ao @Verdade que os presumíveis bandidos, com uma pistola em punho, apoderaram-se ainda de um carro e diversos bens do casal.

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