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“Executado” procurador do Ministério Público em Moçambique
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Destaques - Nacional
Escrito por Redação  em 12 Abril 2016
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Um cidadão identificado pelo nome de Marcelino Vilanculos foi assassinado, com tiros à queima roupa, no início da noite desta segunda-feira(11) no município da Matola por desconhecidos. O malogrado, que em vida exercia o cargo de procurador em Maputo, representou o Ministério Público na acusação contra vários cidadãos que acabaram por ser condenados como culpados por alguns dos raptos ocorridos na capital moçambicana. Informações não oficiais indicam que Vilanculos estaria a preparar a acusação contra um cidadão detido e indiciado de ser um dos mandantes da onda de sequestros.

O procurador estava a chegar à sua residência, no bairro de Tsalala, cerca das 19h20, quando foi alvejado por vários tiros ainda dentro da sua viatura.

Aparentemente, Marcelino Vilanculos foi executado, a julgar pelas marcas das balas, disparadas à pouca distância e em direcção a sua cabeça, que se pôde ver no vidro do lado da vítima que perdeu a vida no local.

O magistrado - que representou o Ministério Público no julgamento de quatro homens que acabaram por ser condenados em 2013, pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, por crimes de rapto, associação criminosa e posse ilegal de arma que aconteceram entre Fevereiro e Junho de 2012, na capital moçambicana– estaria a preparar a acusação contra o cidadão Danish Abdul Satar, suspeito de ser intermediário entre os autores morais, que as autoridades policiais acreditam serem o seu pai (o criminoso Asslam Satar, em fuga desde a década 90 após ter liderado com sucesso o rombo de 144 biliões de meticais (antiga família) no extinto Banco Comercial de Moçambique) e o tio (Momade Assif Abdul Satar(Nini), um dos mandantes do assassinato do jornalista Carlos Cardoso e cúmplice da fraude ao ex-Banco Comercial de Moçambique), e os executores dos sequestros que não dão tréguas aos empresários e seus parentes, residentes em Moçambique, desde 2011.

Esta nova acção do crime organizado acontece pouco mais de um mês após a substituição do Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique.

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