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Moçambicano, acusado de raptar uma cidadã albina, foi espancado até a morte no Malawi
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Destaques - Nacional
Escrito por Redação  em 23 Fevereiro 2016
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Um cidadão moçambicano identificado pelo nome de Horácio Mahora, de 35 anos de idade, foi espancado até a morte no Malawi, onde se havia escondido após raptar uma adolescente, que sofre de falta de pigmentação na pele, no povoado de Muhela, localidade de Chissaua, em Mecanhelas. É o segundo rapto de um cidadão com albinismo na província do Niassa, em menos de duas semanas.

De acordo com o porta-voz da Polícia da República de Moçambique no Niassa, Alves Mate, o finado terá abordado a mãe da menor de 12 anos de idade para que esta a vendesse a sua filha portadora de albinismo.

A progenitora naturalmente não acedeu a proposta porém, durante a noite do mesmo dia foi surpreendida por quatro indivíduos, incluindo Horácio Mahora, que arrombaram a porta da habitação onde dormia com a criança.

Segundo a fonte, citada pelo Jornal Diário de Moçambique, a mãe foi espancada e seguidamente amarrada, entretanto os criminosos levaram consigo a vítima. Posteriormente familiares da menor descobriram que o Horácio Mahora havia fugido para o vizinho Malawi e perseguiram-no. Localizado Horácio foi espancado e acabou por perder a vida.

Contudo os comparsas do finado não foram ainda localizados assim como a adolescente raptada.

Este é segundo caso de rapto de crianças portadoras de albinismo na província do Niassa, em menos de duas semanas, depois que um tio ter tentado raptar o seu próprio sobrinho de apenas seis anos de idade, no distrito de Cuamba.

Os albinos - portadores de um defeito genético hereditário que os impede de produzir a melanina, o pigmento que dá origem à cor da pele, do cabelo e dos olhos – continuam a ser “caçados” em Moçambique, embora as autoridades governamentais afirmem estar a encetar acções para a sua protecção, por criminosos que, em vários casos, os assassinam e desmembram para vender partes dos seus corpos a feiticeiros que pagam alguns milhões de meticais e usam-nos em poções alegadamente mágicas que curam várias maleitas ou dão sorte.

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