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Cidadão com albinismo escapa de um presumível tráfico e os malfeitores acusam a mãe de sugerir a venda do cabelo do filho
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Destaques - Nacional
Escrito por Redação  em 11 Setembro 2015
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Um cidadão moçambicano com albinismo, de 33 anos de idade, identificado pelo nome de Rosário Rodrigues, alegou, em declarações à Polícia e à Imprensa, ter sido supostamente aliciado em Rapale, em Nampula, com promessas de dinheiro e posteriormente raptado por três indivíduos que pretendiam vender o seu cabelo a 450 mil meticais. Os visados, que confessaram o crime que tende a ganhar contornos alarmantes naquela província, sobretudo, estão detidos. Porém, o caso deixa a lição de que é preciso incutir nos albinos a informação de que eles são alvos de “caça” para fins ainda não desmistificados, devendo recusar quaisquer tentativas de “sedução” por parte dos mentores deste mal.

O jovem, que era suposto estar informado sobre o recrudescimento da “caça” a pessoas com uma anomalia orgânica caracterizada por ausência ou grande falta de pigmento na pele, nos olhos, nos pêlos e no cabelo, afirmou que os malfeitores o encaminharam para um lugar onde o seu cabelo seria cortado e entregue a um presumível patrão. “Admirei e não sei de que o cabelo poder ser vendido. Comecei a ficar com medo de ser morto”.

De acordo com Sérgio Mourinho, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, Rosário foi raptado a 05 de Setembro em curso e resgatado na manhã de quarta-feira (09), no distrito de Mecubúri. Os três suspeitos encontram-se encarcerados nas celas do Comando Distrital de Rapale. Um dos integrantes do grupo escapuliu-se.

Entretanto, Roque Mualinda, um dos acusados, declarou à Polícia que “a mãe é que disse para vender o cabelo de Rosário” para se repartir o dinheiro quando fosse desembolsado pelo comprador. Paguei táxi e fui com ele (Rosário) até ao local do negócio” e o irmão da vítima telefonou a indicar que se devia exigir 450 mil meticais e que “eu ficaria com 50 mil meticais”.

“(...) Fico admirado” quando a Polícia o prende e a “família diz que não autorizou nenhum negócio”. Os parentes de Rosário rebatem as acusações e defendem que na altura em que o jovem desapareceu submeteram uma queixa a informar sobre o sucedido, pois já sabiam que os albinos são constantemente procurados como se fossem bichos.

Verdade ou não, Sérgio Mourinho diz que o caso está a ser investigado para se apurar o envolvimento dos parentes de Rosário e o malfeitor que fugiu é a peça chave para esclarecer tudo o que se passou.

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