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"Chapas" em greve na cidade de Maputo devido ao mau estado das estradas; Polícia agride manifestantes
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Destaques - Nacional
Escrito por Coutinho Macanandze  em 27 Janeiro 2014
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Transportadores semi-colectivos de passageiros das rotas que usam a avenida do Trabalho como ponto de entrada e saída da cidade de Maputo paralisaram a actividade na manhã desta segunda-feira (27) exigindo a reabilitação daquela via, que está totalmente esburacada, o que coloca em risco a segurança das pessoas. Entretanto alguns dos manifestantes foram agredidos por agentes da Polícia da República de Moçambique.

Trata-se das rotas Museu-Malhazine, Museu-Zona Verde, Museu-Zimpeto, Museu- Missão Roque, entre outras, que decidiram optar pela greve como forma de exigir a rápida reabilitação da estrada. Este facto fez com que as paragens ficassem cheias de cidadãos, que se viram impedidos de ir aos seus postos de trabalho ou a outros destinos.

Claúdio Matsena, transportador da rota Museu-Malhazine, não escondeu a sua insatisfação perante a situação uma vez que é obrigado diariamente a esquivar-se dos buracos, que tomaram de assalto a avenida do Trabalho, para evitar avarias constantes da viatura por causa do mau estado da via. “Estamos cansados de ser extorquidos pelas polícias mMunicipal e de Trânsito, pagar taxas elevadas.

O município pouco ou quase nada faz para manter as estradas transitáveis, com enfoque para a avenida do Trabalho”, desabafou Cláudio Matsena. Entretanto, para amainar a fúria dos transportadores, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, através da Polícia Municipal, prometeu iniciar com as obras de reabilitação da estrada dentro de uma semana, pronunciamento que foi recebido com satisfação pelos grevistas.

Os transportadores impediam a circulação de viaturas, situação que causou congestionamento na avenida do Trabalho, concretamente na zona do mercado da Malanga, na avenida de Moçambique, na zona do Bagamoyo.

Violência por parte da polícia

Durante a greve, os transportadores queixaram-se da actuação da polícia, que ao invés de manter a ordem, recorreu à violência, agredindo com cassetetes alguns motoristas e cobradores, que estavam a manifestar-se pacificamente.

“Não compreendemos como eles agem assim. Tentaram sem sucesso levar alguns colegas nossos para a esquadra, onde seriam torturados, como sempre o fazem quando o povo se manifesta exigindo a reposição dos seus direitos”, disseram.

Nem a equipa do @Verdade que se encontrava no local escapou às investidas da polícia, tendo os seu repórter sido ameaçado e impedido de fazer o seu trabalho. Para além das ameaças foram confiscados os celulares do repórter, dos quais foram apagadas todas as imagens feitas no local.

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