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Famílias e comerciantes queixam-se de pilhagem em Chókwè
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Destaques - Nacional
Escrito por Redação  em 25 Janeiro 2013

Algumas famílias desalojadas pelas cheias causadas pelo aumento do caudal do rio Limpopo, no distrito de Chókwè, província de Gaza, Sul de Moçambique, queixam-se de actos de pilhagem protagonizados por indivíduos de má fé desde esta quinta-feira (24). Os comerciantes endurecem o tom de reclamações com relatos de que os malfeitores, alguns munidos de instrumentos contundentes, saquearam os seus armazéns e ainda proferiram ameaças.

Em contacto com o @Verdade, algumas vítimas narram episódios que revelam uma profunda tristeza em consequência das perdas acumuladas, por um lado, por causa das cheias, por outro, devido ao vandalismo praticado por pessoas, parte das quais tida como esfomeada e que se recusa viver em centros de acomodação.

Suleimane Cassamo, residente no 1º bairro, na cidade de Chókwè, declarou que as pessoas organizaram-se em grupos numerosos e invadiram residências e armazéns alheios enquanto os donos procuravam abrigar-se em lugares considerados seguros. Saqueiaram electrodomésticos e produtos alimentares como arroz, óleo, farinha de milho.

Estes actos de oportunismos e vandalismo começaram esta quinta-feira (24) e intervenção da Polícia de Protecção só foi notória esta sexta. No dia anterior, os saqueadores tomaram de assalto os armazéns. Os comerciantes que não foram muito afectados são os que apesar da enchente da água permaneceram próximo dos seus estabelecimentos para guarnecê-los. Enfrentaram ameaças.

Outros procuram refúgio por algum tempo mas quando retornaram já era tarde. Os pilhantes “limparam” alguns armazéns e agravaram os prejuízos que já haviam sido causados pelas inundações. Há comerciantes que foram saqueados motorizadas, por exemplo, segundo Cassamo.

Em relação aos roubos nas residências, a nossa fonte apontou que nem a água que inunda a cidade de Chókwè impediu aos malfeitores de invadirem propriedades alheias e levar tudo o que encontravam pela frente.

De acordo com Marina Rugunate, da cidade de Chókwè, até ao fecho desta peça, por voltas das 17 horas, algumas famílias estavam sitiadas na Vila de Mapapa devido à interrupção do troço do dique 7. Com a redução do nível da água a via estava transitável, mas devido ao impacto das inundações ficou corroída por baixo.

“Desde a hora em que a via ficou rompida, estamos retidos na Vila de Mapapa. Não temos como voltar à cidade de Chókwè porque não se entra nem sai. Não temos apoio”, disse Marina Rugunate e sublinhou que a situação é caótica.

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