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Em manutenção 557 quilómetros de estradas nacionais
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Destaques - Nacional
Escrito por {ga=fchuquela}  em 05 Julho 2012
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Cerca de 557 quilómetros da Estrada Nacional Número Um (EN1), que ligam as regiões Sul, Centro e Norte de Moçambique e integram a rede de estradas identificadas como estratégicas na SADC, vão beneficiar de manutenção a iniciar em 2013.

São, designadamente, Matola/ Boane/Namaacha, numa extensão de 62 quilómetros; Rio Save/Muxungue, de 109 quilómetros; Inchope/Gorongosa (72 quilómetros); Gorongosa/ Caia (244 quilómetros) e EN1 Quelimane/Nicoadala/ Namacurra, com uma extensão de cerca de 70 quilómetros.

Estas secções são parte da rede primária de estradas moçambicanas e da rede de estradas identificadas como estratégicas na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), segundo Cecílio Grachane, director-geral da Administração Nacional de Estradas (ANE).

Grachane acrescentou que a EN2 é a principal rota que parte da cidade de Maputo, passando pela província do mesmo nome, até à fronteira com a Suazilândia, enquanto a EN10 liga a Estrada Nacional Número Um e o porto de Quelimane, na Zambézia, e os países do interior da África Austral que a usam na exportação e importação dos seus produtos.

A manutenção irá ser feita depois da conclusão de trabalhos de investigação detalhada, estudos de viabilidade e projecto de engenharia do pavimento para construção, reabilitação, manutenção periódica, melhoramento do sistema de drenagem e trabalhos auxiliares.

Período de 20 anos

O mesmo trabalho deverá ser feito após dimensionamento no sentido de aumentar a largura da estrada para 9,8 metros, consistindo em duas faixas de 3,4 metros com bermas de 1,5 metro e ainda após a avaliação estrutural e funcional das condições do pavimento existente em termos de tráfego e dimensionamento estrutural para um período de 20 anos.

Finalmente, Grachane indicou que as empresas moçambicanas que manifestarem interesse em aderir ao programa de gestão e manutenção de estradas e pontes de 557 quilómetros deverão também elaborar estudos de custo/benefício e análise económica, bem como do estudo de impacto ambiental e social e plano de acção para o reassentamento da população a ser retirada das zonas por onde as rodovias passam.

Sem, entretanto, revelar o valor global de financiamento externo recebido pelo Governo para este programa, o director nacional da ANE disse apenas que são fundos recebidos de vários parceiros de desenvolvimento para a implementação do Programa Integrado do Sector de Estradas (PRISE) com vista ao melhoramento da infra-estrutura de transporte, no país, e fortalecimento da capacidade institucional do subsector de estradas.

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