Renamo vai colocar seus homens para travar a violência da FIR em Manica | ![]() | ![]() | ![]() |
| Destaques - Nacional | |||
| Escrito por O Planalto | |||
| Terça, 21 Fevereiro 2012 16:50 | |||
Vive-se um ambiente de alta tensão na capital provincial de Manica, Chimoio. A onda de queixas em relação à brutalidade das Forças de Intervenção Rápida (FIR) sobre cidadãos levou a Renamo a anunciar que pretende colocar o seu contingente militar a circular pelas ruas para proteger a população da acção da FIR. A qualquer momento a raiva da população contra a FIR poderá explodir associada aos homens da Renamo e instalar-se em Manica um cenário de maior violência ainda. O anúncio das medidas que a Renamo pretende tomar em defesa da população foi feito pelo delegado político provincial da Renamo em Manica, Sofrimento Furai. Ele disse que a medida visa responder às acções daquela força (FIR) que, na sua opinião, tem semeado terror na calada da noite, nas vias públicas, espancando e agredido quem não obedece ao “recolher obrigatório”. Sofrimento Furai não avançou a data da implementação da medida, muito menos o efectivo a ser destacado para enfrentar a brutalidade da FIR. Poucos acreditam que a Renamo venha a fazer algo pois é seu hábito falar muito e fazer nada. O delegado da Renamo, Sofrimento Furai, diz peremptoriamente que “o comportamento da FIR atenta contra a tranquilidade pública, a paz e a democracia, conquistadas pelos moçambicanos”. Entretanto, o comandante provincial da PRM, em Manica, Francisco de Almeida, já reagiu às ameaças da Renamo. Diz que o plano da Renamo “é pensar no vazio porque a Polícia não está interdita de trabalhar e muito menos obrigada a pensar quando é que o líder da Renamo visitará Manica”. No entanto, Sofrimento Farai, sobre as tão propaladas manifestações, diz que a Renamo reproduz o refrão do costume. enfatizam que as mesmas “vão acontecer de forma pacífica, não significando, no entanto, guerra, como assim a Frelimo quer entender”. “As manifestações vão acontecer porque estão consagradas na Constituição da República”, conclui.
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