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CDN equaciona comboio de passageiros
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Destaques - Nacional
Escrito por Redação  em 11 Novembro 2010
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O Corredor de Desenvolvimento do Norte pondera a decisão de criar um comboio para o transporte de passageiros, ligando o país através da região norte a partir da cidade de Nampula até ao vizinho Malawi. Esta reflexão, que tem como epicentro a integração regional, poderá reforçar o comércio e abrir outras oportunidades de investimento para ambos países.

Manuel Macopa, director executivo da ferrovia naquele consórcio, explicou que o estudo em relação à iniciativa, que ainda não tem data marcada para o início da sua implementação, prevê que o Malawi se venha a incumbir-se do transporte dos passageiros do seu interior até à vila de Nauche, na fronteira com o nosso país.

Dali, segundo a fonte, os passageiros seguiriam o resto da viagem que tem como ponto de paragem final a estação de Nampula, no corredor ferroviário de Nacala, através do comboio explorado pelo CDN.

Num encontro promovido em Nampula pelo Banco Mundial, Manuel Macopa referiu que o seu consórcio tem várias iniciativas visando proporcionar oportunidade de viagem de comboio de passageiros no corredor de Nacala, mas que as mesmas encalham devido ao mau estado em que se encontra aquela ferrovia no troço entre a cidade de Cuamba e a vila de Entre-Lagos, incluindo Lichinga, capital provincial do Niassa.

Mohamed Riaz, director financeiro no CDN, observou que, para reabilitar a linha férrea que liga as cidades de Cuamba e Lichinga numa extensão de 262 quilómetros, é necessário um investimento estimado em 80 milhões de dólares, que, neste momento, aquele consórcio não possui em carteira.

A fonte explicou que a reabilitação daquele troço ferroviário vai consistir na substituição total dos carris de madeira por outros de material que não revelou, mas de maior consistência, que possa assegurar a circulação de comboios com segurança que actualmente não existe.

O impacto negativo da actual situação reflecte-se na realização de um máximo de dois comboios mensais de mercadorias, entre Cuamba e Lichinga, uma regularidade que penaliza os agentes económicos baseados na cidade capital da província do Niassa e os investidores que estão a emergir nas área de florestas, agricultura e extracção mineira.

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