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É preciso que os agricultores acreditem na eficácia das tecnologias
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Destaques - Nacional
Escrito por Redação  em 06 Outubro 2010
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O académico norte-americano Larry Beach considera que, para as biotecnologias produzirem os efeitos necessários, é preciso que os agricultores acreditem num casamento entre as mesmas e o seu objectivo, que é a eficiência, até mesmo contra as catástrofes naturais. Beach falava no seminário sobre o Desenvolvimento de Políticas de Biotecnologia no Sector Agrário realizado em Maputo, nesta quarta-feira, em coordenação tripartida entre a embaixada dos EUA, Brasil e o Ministério da Agricultura moçambicano.

Inventor ou co-inventor de 17 patentes na área de esterilidade masculina e enriquecimento nutricional, Beach sublinha a necessidade da compreenção da importância das biotecnologias na vida dos agricultores nos seguintes termos, “nós não podemos forçar que os agricultores adoptem as tecnologias. Veja que nos outros países os agricultores viram que as biotecnologias mudariam alguma coisa e a elas recorreram”, levantado desta forma o facto que nalguns momentos constitui a dor de muitos estados quando importam e financiam tercnologias e que, no fim das contas, talvez porque se precisa de um tempo de ambientação, os produtores primários não vêem a importância das mesmas e todos os esforços cai por terra.

Importa aqui referir que a esta altura em termos de aplicação das biotecnologias, temos a nível mundial em primero lugar os EUA seguidos do Brasil, sendo que em África figura no topo o Egipto seguido da nossa vizinha África do Sul na lista em que Moçambique está na cauda.

Diante das mudaças climáticas as principais ameaças na agricultura são a salinização dos solos que é, nalgum momento, consequência da invasão das águas marinhas no território que também aparece como consequência do derreter dos gelos polares e que, por sua vez, ocorre por causa do aquecimento global. 

Uma série de factores interligados que se traduzem também na imprevisibilidade da pluviosidade, mais chuvas numas regiões que noutras o que vai também resultar em cheias e secas noutros.

Assim, com esta série de factores, que interligados desafiam a inteligência e criatividade dos estudiosos na matéria das biotecnologias, Larry Beach traça como desafios a combinação de genes para a obtenção de variedades de sementes que ao mesmo tempo sejam resistentes contra a seca, inundação, salinidade e calor.

Também presente, a Encarregada de Negócios da Embaixada dos EUA Christine Elder, sublinhou que Moçambique tem potencial para se tornar um grande exportador agrícola, alimentando não só o seu próprio povo, mas também além-fronteiras tendo mais em diante referido que os EUA e o Brasil estão dispostos a partilhar as suas experiências e apoiar o desenvolvimento agrícola para ajudar Moçambique a fazer face às necessidades de segurança alimentar e aumentar a renda rural.

“A ciência e a tecnologia devem desempenhar um papel crucial no crescimento da produtividade agrícola, especialmente no mundo em desenvolvimento. Muitas organizações internacionais clamam por uma segunda Revolução Verde em África, e a biotecnologia será um elemento central desse esforço”, frisou Elder.

Num outro desenvolvimento, a agente diplomática salientou que “a biotecnologia pode aumentar a produtividade das culturas e aumentar a capacidade de resistência das colheitas alimentares aos choques climáticos. O desenvolvimento e a comercialização de produtos agro-biotecnológicos poderia diminuir o uso de insecticidas, reduzir a erosão dos solos, aumentar a eficiência das plantas e melhorar a nutrição e prevenção de doenças”, aditando num outro desenvolvimento que “a adopção por parte de Moçambique de uma política global de desenvolvimento agrícola que utilize ferramentas baseadas na ciência, como a biotecnologia, irá conduzir para maiores níveis de produção, aumento da produção e o aumento dos salários rurais”.

Larry Beach é Conselheiro de Biotecnologia e Agronegócios na USAID – Washinghton sendo ainda é assessor da USAID desde Junho de 2003 e dirige a equipa de biotecnologia desde Fevereiro de 2009. Antes de juntar-se à USAID, ele trabalhou 17 anos na Pioneer Hi-Bred, onde dirigiu o laboratório de pesquisa de modificação de sementes para enriquecimento nutricional.  Beach trabalha com parceiros dos sectores público e privado no melhoramento de culturas para os Países em Desenvolimento. O seu maior enfoque tem sido em culturas para África, Sul da Ásia e as Filipinas.

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