Faixa publicitária
USD 40 milhões para acabar com casamentos prematuros em África
PDF
Versão para impressão
Enviar por E-mail
Vida e Lazer - Mulher
Escrito por Agências  em 18 Fevereiro 2015
Share/Save/Bookmark

O baixo nível de escolaridade, pobreza e algumas práticas costumeiras são apontados como os principais factores para a alta prevalência de casamentos prematuros em Moçambique, de acordo com dados do último Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS).

Moçambique é um dos 12 países africanos que beneficiarão de um fundo global de cerca de USD 40 milhões, a ser desembolsado ainda este ano de 2015 pela Holanda, Reino Unido e Canadá, num esforço visando acabar com casamentos prematuros em África.

Apurou-se no Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID) em Maputo que a escolha de Moçambique como “prioridade” deve-se ao facto de o país ter uma das mais altas taxas de casamentos prematuros no mundo, ocupando actualmente o 11.o lugar.

Em Moçambique, estima-se que a taxa de prevalência de casamentos prematuros em raparigas menores de 15 anos ronde os 14% e outras 48% casam com menos de 18 anos de idade, estatísticas que colocam o país como o pior a nível da região da Austral de África.

O baixo nível de escolaridade, pobreza e algumas práticas costumeiras (ritos de iniciação) são apontados como os principais factores para a alta preva- lência de casamentos prematuros em Moçambique, de acordo com dados do último inquérito Demográfico e de Saúde (IDS).

Daquele universo de raparigas casadas, cerca de 36,9% nunca na vida tiveram pela frente uma entidade formal chamada “professor”, ou seja, não possuem nenhum nível de escolaridade.

Refira-se que, em 2014, o Governo moçambicano comprometeu-se em Londres, capital inglesa, durante a cimeira internacional da Rapariga, a elaborar uma estratégia de eliminação dos casamentos prematuros no país.

A implementação da referida estratégia será acompanhada por uma campanha nacional de sensibilização, dissera o Governo moçambicano na cimeira de Londres, uma iniciativa internacional co-organizada pelo Reino Unido e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

No mundo, actualmente, mais de 700 milhões de mulheres contraíram matrimónio em idade de adolescência, das quais cerca de 250 milhões “casaram” antes dos 15 anos.

Comentar


Código de segurança
Atualizar

 
Avaliação: / 2
FracoBom