Em vista limitação de importação de viaturas usadas

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Vida e Lazer - Motores
Escrito por Correio da Manhã   
Sexta, 20 Janeiro 2012 11:31

A importação de viaturas usadas deverá obedecer a um limite estabelecido em termos do seu número, segundo Taibo Bacar, director geral do Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER), ex-Instituto Nacional de Viação (INAV), instituição dependente do Ministério dos Transportes e Comunicações.

A medida deve-se ao facto das mesmas terem um curto período de tempo de vitalidade e por serem importadas sem as devidas peças sobressalentes, o que origina “casos de congestionamento e acidentes por problemas mecânicos”, justificou Bacar, falando esta quinta-feira em entrevista ao Correio da manhã.

Esclareceu que a medida não é banir por completo a sua importação, “porque o poder económico dos moçambicanos é ainda muito diminuto, apesar de contribuírem para o crescimento da economia nacional”.

Taibo indicou mais adiante que a reflexão com vista a legislar-se sobre a matéria está a ser feita pela sua instituição, juntamente com as Alfândegas de Moçambique e o sector empresarial privado, encabeçado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Ainda para aquele dirigente, a limitação da importação de viaturas de segunda mão não apenas vai acontecer em Moçambique, “mas é já prática na maioria dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)”.

Zero quilómetro

O director-geral do INATTER falava à margem dos trabalhos de oficialização, esta quinta-feira, da Associação dos Importadores e Distribuidores de Automóveis de Moçambique (AIDAM), cujo presidente é Nuno Sousa, director-geral da companhia Toyota de Moçambique.

Nuno Sousa vincou, entretanto, que a nova agremiação defende a importação de viaturas a zero quilómetro e “não de segunda mão como está a acontecer agora”, como, aliás, está instituído pelo Governo.

A AIDAM é constituída por 10 companhias credenciadas pelo Governo para importação de uma média anual de 4500 automóveis. Frisa-se que a cidade do Maputo dispõe de 57,1% dos cerca de 350 mil automóveis em circulação em Moçambique

Comentários (2)
  • Alberto Paulo Castro  - Boa Intencao mas fora da realidade
    Em relacao a questao de viaturas importadas, nao deixa de ser um dilema, porque na verdade elas nao teem muita vida, mas vai de acordo com a condicao economica de muitos mocambicanos. Em Mocambique ha muita falta de incentivo: Casa e carro nao devia ser problema se se encontrasse uma forma de haver um fundo que permitisse comprar viaturas e dar a interessados que num prazo de 10 anos amortizariam, sem problemas. Mas como nao ha isso somos obrigados a nos sujeitarmos a tais viaturas usadas. Por exemplo eu quero abrir um negocio em que preciso de uma viatura de 1-2 ton. Se eu pensar comprar em Mocambique nao posso conseguir. Pensar em novo impossivel.Dai que importar do Japao usada e uma solucao p[ara mim, mesmo sem garantia mas se eu tiver sorte e gerir bem meu negocio posso me sair bem e um dia me colocar na lista dos empresarios mocambicanos, assim eu espero. E minha opiniao e minha maneira dde pensar.
  • gianluigi bertuzzi  - redução na importação de viaturas usadas
    A toyota de Moçambique assim como outros importadores de viaturas novas, deveriam ser obrigados a importar viaturas usadas, controladas, e com um minimo de garantia em percentagem com as viaturas novas. Estas viaturas, destinadas somente a cidadãos moçambicanos, deveriam gozar de uma taxa de importação reduzida. Assim o nosso Governo poderã salvar vitas humanas mocambicanas e poupar divisas na importação de peças sobresalentes. Prohibir sem oferecer solucões ao nosso povo,aumentará a importação ilegal de carros "quientes". Cumprimentos. Bertuzzi.
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