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Número de mortos em protestos na fronteira de Gaza ascende a 52 pessoas
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Destaques - Internacional
Escrito por Agências  em 15 Maio 2018
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O número de mortos por disparos do exército de Israel nos protestos de palestinianos em Gaza contra a mudança da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém ascende a 52 pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde palestiniano, que estimou o número de feridos em 2.410, entre eles 200 menores de idade.

Pelo menos 30 feridos estão em estado de extrema gravidade e outros 71 em estado grave, enquanto cerca de 800 apresentam lesões de gravidade média e outros mil sofreram ferimentos leves.

Do total de feridos, mais de 918 foram atingidos por munição real, cinco receberam tiros de balas de borracha, 98 sofreram ferimentos de estilhaços, 196 apresentam sinais de pancadas e contusões e mais de 700 foram atendidos por asfixia causada por inalação de gás lacrimogéneo.

O ministério palestiniano também denunciou que houve disparos contra jornalistas e profissionais de saúde, que resultaram na morte de um paramédico e em ferimentos em outros dois.

Os protestos, convocados por todas as facções palestinianas dentro do movimento da Marcha do Retorno, coincidem com a mudança esta segunda-feira da embaixada dos EUA para Jerusalém e espera-se que continuem na terça-feira, dia em que os palestinianos lembram a 'Nakba' (catástrofe, em tradução do árabe) que para eles representou o surgimento de Israel há 70 anos.

As autoridades de saúde palestinianas pediram ao Egito que enviem medicamentos e material médico de emergência aos hospitais da Faixa de Gaza, assim como equipamentos médicos especializados em cirurgia vascular, ortopédica, anestesia e terapia intensiva, e também solicitaram autorização para a saída de feridos para que sejam atendidos em centros especializados no Egipto.

Segundo o exército israelita, mais de 40 mil pessoas participaram hoje nos protestos perto da fronteira e centenas destas tentaram ultrapassar a cerca divisória.

O Ministério da Saúde palestiniano acusou Israel de cometer "um massacre" contra os manifestantes, e o ministro Jawad Awad fez uma "convocatória urgente" à comunidade internacional para que pressione Israel para parar a violência.

Por outro lado, a polícia israelita deteve pelo menos 14 pessoas numa manifestação realizada a poucos metros da nova sede diplomática americana, depois de as reprimir com o uso da força e confiscar as bandeiras palestinianas que levavam.

"Os manifestantes não se ativeram aos termos estipulados com a polícia. Gritaram 'Allahu Akbar' (Alá é grande, em árabe) e a polícia apreendeu as bandeiras e deteve 14 manifestantes", informou o porta-voz policial, Micky Rosenfeld.

Desde as 16 horas locais de seguna-feira, centenas de pessoas aproximaram-se das imediações da nova embaixada, uma minoria para apoiar a mudança de Telavive e a maioria para rejeitar o que consideram a consolidação da "ocupação da Palestina".

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