Capriles é favorito da oposição nas primárias da Venezuela | ![]() | ![]() | ![]() |
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| Escrito por Redacção & Agências | |||
| Sexta, 10 Fevereiro 2012 13:07 | |||
A oposição na Venezuela vota, este Domingo numas primárias que provavelmente indicarão o jovem governador Henrique Capriles como candidato para enfrentar o presidente Hugo Chávez nas eleições de Outubro. Derrotados por Chávez desde 1998, os líderes da oposição esperam que a votação em todo o país galvanize as suas fileiras, produza um candidato da unidade e os ajude a desalojar Chávez, político socialista, cuja mistura de gastos sociais e hostilidade à economia de mercado divide a população do país. As pesquisas mostram que Capriles, de 39 anos, está 20 pontos percentuais à frente do rival mais próximo, o governador do Estado de Zulia, Pablo Pérez. Capriles, governador do Estado de Miranda, diz inspirar-se no modelo do Brasil, onde o governo tem uma preocupação social e mantém boas relações com o mercado. Um forte comparecimento às urnas, Domingo, ajudaria a oposição numa campanha na qual espera retratar Chávez, de 57 anos, como um ideólogo da era da Guerra Fria que perdeu o foco nos problemas do cotidiano, como criminalidade e desemprego. "Não sou imperialista. Esses debates são de 50 anos atrás, quando eu nem havia nascido", afirmou Caprile recentemente a jornalistas, referindo-se ao bordão de Chávez para os seus inimigos. "Esse é um debate entre a estagnação e o progresso." Os cinco pré-candidatos nas primárias percorreram toda a Venezuela, dos Andes à Floresta Amazônica, atacando a política de Chávez e prometendo união para apoiar o vencedor de Domingo. Embora a maioria tenha evitado o confronto com Chávez e preferido ressaltar a preocupação com a criminalidade e com a criação de empregos, a única candidata, Maria Corina Machado, esquentou a campanha com uma torrente de ataques contra o presidente. Chamada de "burguesinha" pelo presidente, ela saltou para o terceiro lugar nas pesquisas depois duma discussão no Congresso durante um discurso de nove horas e meia de Chávez, onde ela associou as nacionalizações dele a roubo. A votação para a escolha do candidato da coalizão da Unidade Democrática ajudará a virar a página duma década de disputas entre os oposicionistas.
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