Oposição mostra força na Rússia, apesar da popularidade de Putin | ![]() | ![]() | ![]() |
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| Escrito por Redacção/ Agências | |||
| Segunda, 06 Fevereiro 2012 08:12 | |||
Opositores do presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeram este domingo prosseguir com as manifestações contra o regime do líder russo, depois que dezenas de milhares de pessoas participaram de uma passeata de protesto contra o governo. "Voltaremos", disseram os organizadores numa rede social, um dia depois de manifestantes terem desafiado o frio e realizado o terceiro grande ato popular desde a suposta fraude nas eleições parlamentares vencidas pelo partido de Putin, em 4 de dezembro. Com bandeiras e faixas, perto do Kremlin, os manifestantes gritavam: "Rússia sem Putin" e "Queremos as eleições de volta". Apesar dos simpatizantes de Putin também terem feito uma grande manifestação em Moscou no sábado, em que alertavam sobre a ameaça da instabilidade, a passeata da oposição indica que Putin enfrenta um desafio, quando ele se prepara para voltar à Presidência em março. Há seis meses, esses protestos eram impensáveis. Eles foram iniciados pelas reivindicações de eleições justas, mas transformaram-se numa das principais ameaças políticas contra Putin, desde que ele foi eleito presidente pela primeira vez, em 2000. É praticamente certo que Putin vai conquistar um mandato presidencial de seis anos em março, mas a sua autoridade está prejudicada, apesar de a oposição conter grupos os mais diversos e não ser muito unida. "Quando eu vi o termômetro de manhã, eu pensei que não mais de 15 mil pessoas apareceriam na passeata. Graças a Deus, eu estava errado. O povo de Moscovo está mais determinado do que eu pensei", escreveu em seu blog o político Boris Nemtsov. "Enfrentamos uma luta dura contra cínicos e ladrões. É uma maratona que temos que ganhar", completou ele, membro do gabinete na década dos anos 1990. O próximo grande protesto está marcado para 26 de fevereiro, uma semana antes das eleições presidenciais. Pesquisas de opinião mostram que Putin continua o político mais popular da Rússia e que pode ganhar as eleições no primeiro turno.
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