Veto da China e Rússia a resolução contra Síria causa indignação | ![]() | ![]() | ![]() |
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| Escrito por Redacção/ Agências | |||
| Segunda, 06 Fevereiro 2012 08:07 | |||
Países do Ocidente e do mundo árabe responderam com indignação neste domingo o veto de Rússia e China a resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que exortaria o presidente sírio, Bashar al-Assad, a deixar o poder. A embaixadora norte-americana na ONU disse que estava "com nojo" da votação, que ocorreu um dia depois de ativistas terem dito que as forças sírias bombardearam a cidade de Homs, matando mais de 200 pessoas na pior noite de conflitos desde o início das revoltas, há 11 meses. "Qualquer outro derramamento de sangue que ocorrer estará nas mãos deles", afirmou a embaixadora Susan Rice após o veto dos dois países. Todos os outros 13 membros do Conselho de Segurança apoiaram a resolução, que "apoiaria totalmente" um projeto da Liga Árabe segundo o qual Assad cederia o poder a um vice, retirando tropas das cidades e iniciando uma transição para a democracia. A Rússia afirmou que a resolução era tendenciosa e promoveria "mudança de regime". A Síria é aliada de Moscovo no Oriente Médio, abriga uma base naval russa e compra as armas do país. O Conselho Nacional Sírio, que representa grandes grupos de oposição, afirmou que considera Moscovo e Pequim "responsáveis pelos crescentes assassinatos e genocídios; considera isso uma irresponsabilidade que é equivalente a uma licença para matar com impunidade". O único membro árabe do Conselho de Segurança, o Marrocos, falou em "grande pesar e decepção" com o veto. O embaixador Mohammed Loulichki disse que os árabes não tinham intenção de abandonar o plano. O enviado sírio à ONU, Bashar Ja'afari, criticou a resolução e os seus patrocinadores, incluindo a Arábia Saudita e sete outros países árabes, dizendo que as nações "que impedem mulheres de irem a um jogo de futebol" não tinham direito de pregar democracia à Síria. Ele também negou que as forças sírias tenham matado centenas de civis em Homs, dizendo que "nenhuma pessoa sensata" lançaria tal ataque uma noite antes de o Conselho de Segurança discutir as ações no país. Este domingo, a televisão estatal síria mostrou imagens ao vivo de Assad orando com clérigos sunitas e ouvindo a mensagens do Corão em uma mesquita de Damasco, para marcar o aniversário do profeta Maomé. Grande parte da oposição a Assad vem da maioria sunita, muitos dos quais não aprovam a grande influência da seita alauita, de Assad. Moradores de Homs criticaram o veto. Um deles, que se identificou como Sufyan, disse: "Agora vamos mostrar a Assad. Estamos a ir para Damasco. A partir de hoje vamos mostrar a Assad o que uma gangue armada é". O presidente chamou a oposição de "gangue armada" e "terroristas" guiados pelo exterior. O enviado da Rússia à ONU, Vitaly Churkin, acusou os partidários da resolução de "propor mudança de regime, empurrar a oposição para o poder e não interromper suas provocações, alimentando a luta armada". "Alguns influentes membros da comunidade internacional, infelizmente alguns sentados nesta mesa, desde o começo do processo na Síria estão minando a oportunidade de um acordo político", afirmou. Moscovo vai enviar o seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, a Damasco na terça-feira.
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