@Verdade online @Verdade Online - Jornal que está a mudar Moçambique http://www.verdade.co.mz/component/content/frontpage Tue, 25 Feb 2020 19:09:51 +0000 Joomla! 1.5 - Open Source Content Management pt-pt Inundações no Centro e Norte; mais chuva na Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa http://www.verdade.co.mz/newsflash/69935-chuva-regressou-e-inundou-algumas-bacias-no-centro-e-norte-previsao-de-mais-chuva-no-centro http://www.verdade.co.mz/newsflash/69935-chuva-regressou-e-inundou-algumas-bacias-no-centro-e-norte-previsao-de-mais-chuva-no-centro A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos registou entre segunda e terça-feira chuva fraca a muito forte na rede de observação hidroclimatológica. Na região Norte do País, a bacia do Messalo em Nairoto regista 0,25 metros acima do nível de alerta com tendência a subir o que originou o galgamento da ponte sobre o rio Messalo e interrupção da travessia entre os postos Administrativos de Mirate e Nairoto.

Na Bacia de Megaruma foram registados 1,30 metros acima do nível de alerta em Megarum o que continua a condicionar a transitabilidade entre os distritos de Mecufi e Chiúre e prevalece o cenário de inundações localizadas nas aldeias de Nimanro, Natuco, Milapane e Moje, devido a subida do caudal do rio Megaruma.

Na região Centro, as bacias do Búzi em Dombe e Púngoè em Mafambisse registam 0,42m e 1,94 metros acima do nível de alerta, respectivamente, enquanto a Bacia do Licungo regista ligeira subida do nível mantendo-se abaixo do alerta.

Entretanto o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas a fortes (30 a 50 milímetros em 24 horas) localmente fortes (mais de 50 milímetros em 24 horas), acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nos distritos de Gilé, Pebane, Mulevala, Mocuba, Mocubela, Maganja da costa, Namacura, Nicuadala e cidade de Quelimane (na Província da Zambézia); nos distritos de Moma, Larde, Angoche, Mugovolas, Meconta, Mongincul, Mussoril, Ilha de Moçambique, Monapo, Nacala porto, Memba e cidade de Nampula (na Província de Nampula); nos distritos de Mecufi, Metunge, Quissanga, Macomia, Mocimboa da Praia, Plama e cidade de Pemba (na Província de Cabo Delgado); e nos distritos de Mecanhelas, Cuamba e Metarica (na Província de Niassa).

Face às previsões meteorológicas e a situação hidrológica prevalecente a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos prevê o aumento do volume de escoamento nas bacias do Licungo, Raraga, Moniga, Melela, Molócue, Ligonha e Montepuêz, sem impactos significativos. As bacias do Púngoè, Megaruma, Messalo e Rovuma poderão manter-se em alerta. Igualmente prevê-se a prevalência de inundações urbanas para a cidade de Quelimane.

Em termos de meteorologia o INAM prevê para as províncias de Tete, Manica e Sofala cCéu pouco nublado com períodos de muito nublado. Trovoadas e aguaceiros ou chuvas fracas a moderadas localmente fortes na província da Zambézia. Vento de sudoeste a sueste fraco a moderado soprando, por vezes, com rajadas.

Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo o INAM prevê céu geralmente pouco nublado. Vento de sueste a leste fraco a moderado.

Eis as temperaturas previstas:

Cidade

Tempo

Máx ºC

Mín ºC

Maputo

31

21

Xai-Xai

30

22

Inhambane

31

23

Vilankulo

31

22

Beira

30

22

Chimoio

26

18

Tete

32

23

Quelimane

31

24

Nampula

27

23

Pemba

30

24

Lichinga

23

16

 

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averdademz@gmail.com (Redação) frontpage Tue, 25 Feb 2020 17:57:55 +0000
Nenhum banco estrangeiro empresta dinheiro a ENH mesmo com Garantia Soberana http://www.verdade.co.mz/nacional/69931-nenhum-banco-estrangeiro-empresta-dinheiro-a-enh-mesmo-com-garantia-soberana- http://www.verdade.co.mz/nacional/69931-nenhum-banco-estrangeiro-empresta-dinheiro-a-enh-mesmo-com-garantia-soberana- A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) não conseguiu obter financiamento de nenhuma das instituições financeiras que abordou durante o ano passado para financiar a sua participação no Consórcio que vai explorar o Gás Natural Liquefeito (GNL) existente no Campo de Golfinho Atum, mesmo tendo uma Garantia Soberana do Estado moçambicano.

No Orçamento de Estado de 2019 o Governo de Filipe Nyusi incluiu uma Garantia Soberana de 136,1 biliões de meticais (equivalente a 2,2 biliões de dólares norte-americanos) “para o Apoio do Sector Empresarial do Estado da Indústria Extractiva”.

A Garantia Soberana aprovada pela Assembleia da República destinava-se a avalizar o financiamento que a ENH precisa para realizar a sua participação de 15 por cento no Desenvolvimento do projecto de exploração de GNL existente na Área 1 Offshore da Bacia do Rovuma, na Província de Cabo Delgado.

O @Verdade apurou que foram dezenas as instituições financeiras internacionais abordadas e nem mesmo a ajuda do Banco Africano de Desenvolvimento foi catalisadora de financiamento a condições de juro razoáveis, pois Moçambique continua classificado como Estado “caloteiro” e as contas da contas do braço comercial do Governo no sector de Petróleos são dúbias.

No entanto é expectável que a Garantia Soberana seja novamente integrada no Orçamento de Estado de 2020 para que com um novo Instrumento de Apoio à Política Económica do Fundo Monetário Internacional a ENH consiga enfim o financiamento que necessita.

Recorde-se que o @Verdade revelou que enquanto não consegue este financiamento bancário a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos tem viabilizado os necessários investimentos em curso que nos campos de Coral Sul, , e de Golfinho Atum, na Área 1, através de endividamentos junto das petrolíferas de que é parceira.

Às petrolíferas parceiras na Área 4 a ENH deve cerca de 1,1 bilião de dólares norte-americanos, sem incluir os custos dos empréstimos, e aos sócios na Área 1 a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos aproximadamente 1,4 bilião de dólares relativos as despesas incorridas pelo Consórcio desde o início das actividades de pesquisa em 2006 acrescidos dos investimentos em curso desde a Decisão Final de Investimento no ano passado.

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averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Mon, 24 Feb 2020 20:58:30 +0000
Extinto Ministério da Juventude e Desportos gasta milhões em viagens e publicações http://www.verdade.co.mz/newsflash/69929-extinto-ministerio-da-juventude-e-desportos-gasta-milhoes-em-viagens-e-publicacoes http://www.verdade.co.mz/newsflash/69929-extinto-ministerio-da-juventude-e-desportos-gasta-milhoes-em-viagens-e-publicacoes O Presidente Filipe Nyusi demorou quase um mês para definir as atribuições e competências da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego e da Secretaria de Estado de Desportos. Estranhamente o extinto Ministério da Juventude e Desportos continua a gastar milhões em viagens e publicações.

Mais de um mês após ter sido investido para um 2º mandato e quase 30 dias depois de ter decretado a extinção do Ministério da Juventude e Desportos o Chefe de Estado enfim definiu as atribuições e competências da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego.

Criada pelo Decreto Presidencial n.º 2/2020, de 30 de Janeiro este Órgão Central do Aparelho do Estado “é responsável pela definição, implementação de políticas, estratégias, programas económicos e sociais adoptados pelo Estado, assegurando a direcção, coordenação, planificação e controlo da acção governamental nos domínios da Juventude e do Emprego”, refere um comunicado da Presidência da República recebido nesta segunda-feira (24) pelo @Verdade que ainda tem de ser publicado em Boletim da República para tornar-se efectivo.

Recorde-se que a Secretaria de Estado da Juventude e Emprego deverá funcionar sob a direcção directa de Filipe Nyusi e já tem garantidos para início de actividades 75 milhões de dólares que o Banco Mundial aprovou emprestar em condições de amortização bonificadas.

Entretanto o Presidente Nyusi ainda não definiu as atribuições e competências da Secretaria de Estado do Desporto e enquanto isso o extinto Ministério da Juventude e Desportos continua a realizar despesas cuja justificação é duvidosa como é o caso da adjudicação de passagens aéreas e terrestres no valor de 3,3 milhões de meticais ou a entrega por ajuste directo de 1,5 milhão de meticais alegadamente à Imprensa Nacional para o fornecimento de Boletins da República.

 

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averdademz@gmail.com ({ga=redaccao}) frontpage Mon, 24 Feb 2020 20:50:32 +0000
Moçambique quer tornar mapiko Património Cultural Imaterial da Humanidade http://www.verdade.co.mz/cultura/69930-mocambique-quer-tornar-mapiko-patrimonio-cultural-imaterial-da-humanidade http://www.verdade.co.mz/cultura/69930-mocambique-quer-tornar-mapiko-patrimonio-cultural-imaterial-da-humanidade Moçambique, juntamente com a Tanzânia, deverá em breve submeter a candidatura do mapiko à Património Cultural Imaterial da Humanidade como forma de salvaguardar esta dança e música dos povos Makondes que é cada vez menos praticada pelos jovens na Província de Cabo Delgado.

O desejo não é novo contudo um dos passos iniciais só agora foi dado com a sistematização em livro e CD das origens, história, evolução desta manifestação cultural que incontornável no ciclo vital do povo Makonde e que foram lançados em Maputo na passada sexta-feira (22) pela Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula.

Embora seja um trabalho que herda do seu antecessor a nova titular da Cultura e Turismo destacou a importância do trabalho que além de poder salvaguardar a dança mapiko visa, “a curto e médio prazos, assegurar que cada cidadão do Mundo, em qualquer lugar em que se encontre, possa também desfrutar e se deleitar desta preciosidade cultural”.

“Por isso estamos empenhados em que possamos, conjuntamente com os nossos irmãos da Tanzânia, inscrever esta manifestação cultural na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, como recomenda a Convenção da UNESCO, de 2003, sobre a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. Entendemos que desta forma, estará assegurada a perenidade e sustentabilidade desta dança, para o usufruto das actuais e futuras gerações”, disse Eldevina Materula.

Paradoxalmente o financiador desta pretensão de Moçambique é um país que em 2019 deixou de ser membro da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

A obra revela que inicialmente “a dança mapiko era praticada nos ritos de iniciação, likumbi, aspecto que corporiza a sua génese sócio-cultural.

O surgimento da expressão mapiko para designar esta dança, parece estar também associada a outro acontecimento, xinantuala, que significa roubo de mulheres”. Com o tempo esta expressão cultural, cuja a denominação identifica a máscara, o dançarino mascarado e a música, passou a ser exibida aquando a celebração do primeiro ano após o desaparecimento físico de uma figura emblemática na comunidade.

O estudo refere que devido ao “processo sócio-histórico caracterizado pela conjugação de influencias exógenas e endógenas contribuiu para a emergência de mudanças e rupturas na comunidade Makonde do Planalto de Mueda. Estas dinâmicas também fizeram-se sentir na prática da dança mapiko”.

“(...) Nos tempo actuais, e com base na composição etária dos grupos analisados, verifica-se que o grau de adesão dos mais jovens tem diminuído. Assim, a maioria dos grupos de dança mapiko é composta por pessoas de idade relativamente avançada, o que contribui para a descontinuidade do processo de transmissão do conhecimento relacionado a essa expressão cultural”, conclui o documento que ainda não está disponível na internet.

A dança é a principal expressão cultural em Moçambique onde existem mais de 6 mil grupos a maioria nas províncias de Niassa e de Cabo Delgado.

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averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Mon, 24 Feb 2020 20:55:50 +0000
Industrializar Moçambique para melhorar as exportações http://www.verdade.co.mz/economia/69934-industrializar-mocambique-para-melhorar-as-exportacoes http://www.verdade.co.mz/economia/69934-industrializar-mocambique-para-melhorar-as-exportacoes A industrialização deverá constituir uma das principais prioridades do país, para se melhorar as exportações, através do fomento e criação de mais unidades industriais com potencial suficiente para produzir com qualidade e em larga escala, não só para a satisfação do mercado doméstico, assim como para a melhoria dos níveis de exportação.

Neste momento, os níveis de exportação do país são extremamente baixos, o que para o ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, não pode ser, visto que Moçambique dispõe de muitos recursos, destacando, entre outros, as terras férteis e as melhores condições climáticas para se assegurar uma produção sustentável.

O ministro da Indústria e Comércio fez esta abordagem na segunda-feira, 24 de Fevereiro, em Maputo, no decurso das visitas às instituições tuteladas pelo órgão que dirige, onde lembrou aos funcionários dos diversos sectores de actividade que "com o desafio que nos foi colocado pelo Presidente da República temos que acelerar com o processo da industrialização", visto este ser o sector que a curto e médio prazos pode minimizar as importações moçambicanas e melhorar o nível das exportações.

"Nós queremos que a nossa balança comercial registe mais exportações do que as importações. Queremos atravessar fronteiras, porque neste momento não estamos satisfeitos com os níveis da balança comercial", frisou o governante, que considera que para o início do processo de industrialização, primeiro terá que ser feito um inventário do sector da indústria para se determinar o número das unidades existentes, os seus problemas e expectativas, para que de seguida se relance o plano de desenvolvimento da indústria nacional que terá como foco o desenvolvimento da agricultura.

A visita do ministro às instituições tuteladas abrangeu oito instituições, nomeadamente, a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), a Bolsa de Mercadorias de Moçambique (BMM), o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), a Direcção Nacional da Indústria (DNI), o Instituto da Propriedade Industrial (IPI), a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ).

O ministro, na sua comunicação com os funcionários das instituições tuteladas referiu que a industrialização do país faz parte de um dos quatro pilares no presente quinquénio, em alinhamento com os planos de integração regional e continental.

“Deste modo, devemos estimular iniciativas empresariais que visem a revitalização e modernização das agro-indústrias, das indústrias agro-químicas, têxteis e confecções, metalo-mecânicas e indústrias de materiais de construção”, finalizou o governante que defende que se deve gerar mais emprego para os jovens no país e reduzir-se as assimetrias de desenvolvimento e os desequilíbrios da balança comercial.

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averdademz@gmail.com ({ga=publicidad}) frontpage Tue, 25 Feb 2020 05:10:06 +0000
Frelimo abocanha presidência de sete das nove Comissões de Trabalho do Parlamento http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/69924-frelimo-abocanha-presidencia-de-sete-das-nove-comissoes-de-trabalho-do-parlamento http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/69924-frelimo-abocanha-presidencia-de-sete-das-nove-comissoes-de-trabalho-do-parlamento Foto da Assembleia da RepúblicaAinda a Assembleia da República (AR) não iniciou as suas sessões ordinárias e os deputados do partido Frelimo deixaram evidente que o discurso do seu presidente, sobre a “criação de consensos”, não passou da intenção. Os “camaradas” abocanharam a presidência de sete das nove Comissões de Trabalho do Parlamento e quiseram impedir o MDM de estar representado nelas. O partido Renamo ficou com a liderança de apenas duas.

Durante o 2º dia da 1ª sessão extraordinária da XI Legislatura da AR a bancada do partido no poder ignorou as boas intenções manifestadas pelo seu presidente que no dia em que os empossou disse querer ver desconstruída a ditadura do voto. “Esta é uma percepção que deve ser desconstruída, através de um trabalho consistente visando a criação de consensos, sempre que possível, particularmente em materiais estruturantes da vida nacional” afirmou Filipe Nyusi.

Em maioria na Comissão Permanente o partido Frelimo decidiu presidir as mais importantes Comissões de Trabalho, tirou ao partido Renamo uma das três presidências que teve na legislatura passada e ainda tentou deixar o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) fora destes órgãos que têm a função de apreciar, emitir pareceres, discutir e votar proposituras, apresentar proposições, proceder a inquéritos, realizar audiências publicas com entidades da sociedade civil, convocar agentes políticos, solicitar depoimentos e pedir por escrito informações, receber petições, reclamações ou queixa dos cidadãos contra acto ou omissão de acta de autoridade ou entidade publica, e acompanhar e exercer a fiscalização das actividades do poder executivo.

António do Rosário Bernardino Boene, advogado e membro do famigerado G40, substitui Edson da Graça Francisco Macuácua, curiosamente um dos mentores deste grupo choque do partido Frelimo, na importante Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade. Osório Soto é o vice-presidente da 1ª Comissão que tem no deputado da Renamo José Manteigas o relator.

Após longas horas de debate, com o partido Frelimo a querer violar até o Regimento da “Casa do Povo”, o deputado eleito pelo MDM no Círculo Eleitoral da Província da Zambézia, Elias Gilberto Impuiri, foi integrado na Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade.

António Rosário Niquice ascendeu de Relator da Comissão das Relações Internacionais, Cooperação e Comunidades para a presidência da importante Comissão do Plano e Orçamento, onde sucede a Eneas Comiche e Esperança Bias, e tem como vice Cernilde de Mendonça e o deputado do partido Renamo José Manuel Samu Gudo como Relator.

Fernando Bismarque Ali, deputado eleito pelo MDM no Círculo Eleitoral da Província da Zambézia acabou por ser integrado e renova presença na 2ª Comissão da Assembleia da República.

Renamo fica com comissões de Petições, Queixas e Reclamações e de Ética Parlamentar

A deputada Lúcia Pedro Mafuiane foi eleita presidente da Comissão dos Assuntos Sociais, do Género e Tecnologias e Comunicação Social, Manuel Vasconcelos Estrela Manuel Maria é o vice, e Maria Angelina Dique Enoque, deputada do partido Renamo, é a Relatora da 3º Comissão.

O deputado Francisco Ussene Mucanheia, que durante a legislatura passada chefiou a Comissão de Agricultura Economia e Ambiente, foi eleito para presidir a Comissão da Administração Público e Poder Local.

Para vice da 4ª Comissão foi eleita a deputada Maria do Céu Nhantumbo e o Relator é o deputado do partido Renamo António Pedro Muchanga.

Foto da Assembleia da RepúblicaNa presidência da Comissão de Agricultura Economia e Ambiente ficou o deputado Momade Arnaldo Juízo que tem como vice Manuel Remessane. O deputado do partido Renamo Alfredo Tomás Magumisse foi eleito Relator da 5º Comissão.

A Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública que foi presidida por pelo deputado do partido Renamo Jerónimo Malagueta passou a ser chefiada pelo deputado do partido Frelimo Raimundo Maico Diomba.

A deputada Deolinda Chochoma é a vice enquanto o antigo general do partido Renamo, Hermínio Morais, foi eleito o Relator.

A 7º Comissão também deixou de ser presidida pelo partido Renamo, Catarina Mário Dimande, antiga assessora do Presidente Filipe Nyusi e nora do General Alberto Chipande, foi indicada para presidir a Comissão das Relações Internacionais, Cooperação e Comunidades tendo Luciano André de Castro como vice e Leopoldo Alfredo Ernesto, deputado do partido Renamo, como Relator.

O deputado eleito pelo partido Renamo no Círculo Eleitoral da Província de Cabo Delgado, Álvaro António Faquira Caul, foi eleito presidente da Comissão de Petições, Queixas e Reclamações, lugar ocupado pelo agora chefe da bancada do maior partido de oposição Viana Magalhães. Isequiel Molde Gusse é o vice e Gildo Fortunato Elias Muaga o Relator da 8º Comissão.

O partido Renamo ficou ainda com a presidência da Comissão de Ética Parlamentar, a deputada eleita no Círculo Eleitoral da Província de Nampula Abida Abá ocupa o cargo que foi de Silvério Ronguane do MDM durante a legislatura passada.

Maria Ivone Soares Rensamo Bernardo, antiga poderosa chefe da bancada parlamentar do maior partido de oposição e sobrinha do falecido Afonso Dhlkama, é a vice-presidente da 9ª Comissão que tem como Relator o deputado do partido Frelimo Vasco David Gaspar.

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averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Sun, 23 Feb 2020 18:32:21 +0000
Mortos pelo coronavírus chegam aos 2.445, Moçambique não tem nenhum caso suspeito mas 215 cidadãos estão em quarentena http://www.verdade.co.mz/nacional/69926-mortos-pelo-coronavirus-chegam-aos-2445-mocambique-nao-tem-nenhum-caso-suspeito-mas-215-cidadaos-estao-em-quarentena http://www.verdade.co.mz/nacional/69926-mortos-pelo-coronavirus-chegam-aos-2445-mocambique-nao-tem-nenhum-caso-suspeito-mas-215-cidadaos-estao-em-quarentena Já são 2.445 as vítimas mortais pelo coronavírus (COVID-19), 17 delas fora da China, desde que o surto foi declarado há 56 dias. Existe apenas um doente em África, porém a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou no sábado (22) que os sistemas de saúde do continente africano estão mal preparados para enfrentar a epidemia caso a doença entre nos seus países. Em Moçambique as autoridades rastrearam mais 113 mil viajantes desde 22 de Janeiro, independentemente da sua nacionalidade, entre os quais 215 estavam em quarentena.

É a maior Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional da actualidade, que até este domingo (23) haviam sido diagnosticados no mundo 78.811 casos entre os quais 77,042 na China com um total de 2,445 mortos. Outros 17 óbitos aconteceram nos 28 países e territórios fora da China continental para onde a doença já se espalhou.

O registo no Irão de 18 doentes, com cinco mortes em dois dias, aumentou a preocupação da OMS cujo director-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chamou atenção, na sexta-feira (21), “Estes são realmente muito preocupantes. Vamos considerá-los tendências. Então, o que eu acredito que é a janela de oportunidade ainda existe. Mas a janela de oportunidade está a estreitar”.

No sábado (22), participando de uma reunião de emergência sobre o COVID-19 na Etiópia, Adhanom Ghebreyesus pediu que os países africanos “façam uma frente comum para ser mais combativos” na luta contra o novo coronavírus.

“A nossa principal preocupação continua a ser a possível propagação do COVID-19 nos países cujos sistemas de saúde são mais precários”, disse o director-geral Organização Mundial de Saúde alertando que caso o coronavírus se alastre, os sistemas de saúde terão que atender uma série de pacientes com sintomas como insuficiências respiratórias.

Até o momento foram detectados 200 casos suspeitos em África, sendo que quase todos tiveram testes com resultados negativos para a doença, contudo na semana passada foi confirmado o primeiro caso doente no continente africano, no Egipto.

Pelas suas ligações aéreas directas com o país asiático a OMS declarou em Janeiro como países de risco alto para o surto de coronavírus a África do Sul, Maurícias, Etiópia, Quénia, Uganda, Gana, Nigéria, Zâmbia, Tanzânia, Argélia, Angola, Costa do Marfim e República Democrática do Congo.

Várias companhias aéreas africanas, como a Kenya Airways, suspenderam os voos que tinham a China como destino. No entanto, a Ethiopian Airlines, a maior empresa do sector no continente, manteve as suas conexões.

Organização Mundial da Saúde

Desde o passado dia 22 de Janeiro que as autoridades de saúde em Moçambique iniciaram o rastreio de todos os viajantes proveniente da China, independentemente da sua nacionalidade. “Até ao dia 19 de Fevereiro foram rastreados um total cumulativo de 113.674 passageiros, dos quais 483 eram provenientes da China, independentemente da sua nacionalidade, foram aconselhados a permanecer em quarentena domiciliar voluntária para seguimento diário, por profissionais de saúde”, indicou o Ministério da Saúde.

Na semana passada existiam 215 viajantes em quarentena domiciliar voluntária em seguimento no nosso país, 152 na Cidade Maputo, 41 na Província de Cabo Delgado, nove na Província de Sofala, seis na Província de Nampula, quatro na Província de Maputo e três na Província da Zambézia.

O Instituto Nacional de Saúde revelou ter sido dotado de capacidade para testagem de até 500 amostras nos Laboratórios de Virologia e de Biologia e que foram treinados para colheita, armazenamento e transporte de amostras 35 técnicos de laboratório e clínicos nas províncias de Tete, Cabo Delgado, Nampula e Sofala.

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averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Sun, 23 Feb 2020 19:23:09 +0000
Manuseamento de carga aumenta no Porto de Maputo mas receitas da MPDC para o Estado reduzem 37,6 por cento http://www.verdade.co.mz/economia/69909-manuseamento-de-carga-aumenta-no-porto-de-maputo-mas-receitas-da-mpdc-para-o-estado-reduzem-376-por-cento- http://www.verdade.co.mz/economia/69909-manuseamento-de-carga-aumenta-no-porto-de-maputo-mas-receitas-da-mpdc-para-o-estado-reduzem-376-por-cento- Foto do Porto de MaputoAs receitas da Maputo Port Development Company (MPDC) para o Estado reduziram em 37,6 por cento no ano passado num ano em que a empresa que tem a concessão do Porto de Maputo até 2028 anunciou ter aumentado o manuseamento de carga. “O que está nesse Relatório eu não reconheço como valores da MPDC” disse ao @Verdade o CEO da MPDC, Osório Lucas, sociedade anónima que nunca publicou as suas contas auditadas.

O Relatório de Execução Orçamental (REO) de Janeiro a Dezembro de 2019 revela que das Receitas que o Estado obteve com as concessões aumentaram de 152 biliões de meticais, em 2018, para 276 biliões contudo a concessão do Porto de Maputo foi uma das duas que gerou menos dinheiro.

A Maputo Port Development Company gerou para o Estado 193,2 milhões de meticais em 2019, menos 37,6 por cento do que os 309,5 milhões pagos em 2018.

Esta redução de receitas acontece num exercício económico em que a MPDC anunciou que: “Os volumes manuseados pelo Porto de Maputo atingiram 21 milhões de toneladas em 2019, batendo assim o recorde de 2018 de 19.5 milhões de toneladas. Este crescimento de 8 por cento esteve principalmente baseado no manuseamento de crómio e um crescimento substancial no manuseamento de contentores e magnetite”.

“Por outro lado e como consequência da expansão do terminal de contentores e duma estratégia de marketing arrojada, o manuseamento de contentores apresentou um crescimento considerável na ordem de 53 por cento relativamente a 2018, manuseando um total de 162.000 TEUs”, indica a empresa concessionária do Porto de Maputo em comunicado de imprensa datada de 9 de Fevereiro último.

Relatório de Execução Orçamental de 2019, 4º trimestre

Confrontada pelo @Verdade o Chief Executive Officer (CEO) da MPDC esclareceu que “A Direcção Nacional de Tesouro solicita-nos todos os anos, com o prazo de 10 de Março do exercício fiscal seguinte, as receitas resultantes das rendas de concessão e outros benefícios pagos ao Estado. Eu recebi ontem, da Direcção Nacional de Tesouro, a solicitação da informação de 2019. O que pode estar no Relatório (de Execução Orçamental) só pode ser uma projecção”.

“Não costumamos publicar os nossos Relatório e Contas”

“Os relatórios e contas das empresas só fecham em Março/ Abril, portanto não é normal que em Janeiro ou Fevereiro de 2020 já exista informação financeira de 2019. O que está nesse Relatório (de Execução Orçamental) eu não reconheço como valores da MPDC pois desconheço as taxas de câmbio aplicadas pois as rendas são referencias em divisas”, disse Osório Lucas em entrevista telefónica ao @Verdade.

O CEO da sociedade anónima que tem a concessão de Exploração e gestão dos terminais de carga geral e de contentores do Porto de Maputo declarou no entanto ao @Verdade, mesmo ainda sem fechar as contas de 2019, que: “as rendas da MPDC subiram na ordem de 8 a 9 por cento e as rendas que o Estado recebe são em função da receita, portando se a receita sobe a renda tem que subir”.

“Agora não pode estabelecer uma relação matemática do movimento de volumes de carga com o consequente aumento da receita e da renda, as cargas não tem todas o mesmo valor”, explicou ainda Osório Lucas ao @Verdade.

O Relatório de Execução Orçamental é um documento publicado trimestralmente pelo Governo com a sua contabilidade consolidada.

Já a Sociedade anónima e concessionária de infra-estruturas pública a Maputo Port Development Company nunca publicou as suas Demonstrações Financeiras auditadas. “Nós por prática partilhamos as contas com os accionistas, não costumamos publicar os nossos Relatório e Contas” disse ao @Verdade o CEO da Maputo Port Development Company.

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averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Wed, 19 Feb 2020 19:52:15 +0000
Secretária de Estado na Província de Maputo visita instituições de Educação e Saúde http://www.verdade.co.mz/economia/69933-secretaria-de-estado-na-provincia-de-maputo-visita-instituicoes-de-educacao-e-saude http://www.verdade.co.mz/economia/69933-secretaria-de-estado-na-provincia-de-maputo-visita-instituicoes-de-educacao-e-saude A Secretária de Estado na Província de Maputo, no cumprimento da sua agenda de trabalho, efectuou, recentemente, uma visita à Direcção Provincial de Ciências e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional.

Durante a visita, Vitória Diogo manteve encontro com os membros do Colectivo de Direcção e posteriormente, com os colaboradores e estudantes de algumas instruções de ensino, tuteladas por este sector, na Província de Maputo.

A Secretária de Estado deu recomendações sobre a necessidade da observância e aplicação rigorosa do quadro legal vigente para o licenciamento das instituições de ensino superior e técnico profissional; a necessidade de se rentabilizar a capacidade de prestação de serviços por parte dos formandos do Instituto Industrial e Comercial da Matola, bem como das instituições de ensino superior e técnico profissional formarem profissionais que respondam às exigências do mercado de trabalho.

De forma geral, a governante, sublinhou que o Governo continuará a envidar esforços, no sentido de expandir, cada vez mais, a formação técnico profissional, bem como em TICs, em todo território da Província, como forma de garantir o desenvolvimento equilibrado à população.

Ainda inserido no quadro das visitas que está a fazer às instituições do Estado naquela província, Vitória Diogo, orientou ainda aos funcionários da Saúde da província de Maputo a cumprirem com zelo e dedicação as suas obrigações, de modo a garantir um serviço de excelência no sector.

A governante sublinhou a necessidade dos quadros da Direcção Provincial de Saúde investirem o seu conhecimento na prevenção de doenças, pois, dessa forma, vão aliviar a pressão sobre as unidades sanitárias. Depois de visitar os vários departamentos da Direcção Provincial de Saúde e interagir com funcionários, Vitória Diogo testemunhou uma sessão de simulação de rastreio de um paciente "suspeito" de ter contraído o coronavírus, no centro de isolamento de Dlhavela, que é o de referência provincial.

Seguiu-se uma visita ao Hospital Provincial da Matola, onde interagiu com quadros de direcção e orientou um encontro com funcionários. No local, visitou a área de urgências, bloco de operações, maternidade e pediatria.

A Secretária de Estado manifestou-se satisfeita com o empenho dos funcionários e encorajou-os a vencer os desafios do quotidiano, apesar das dificuldades financeiras e de recursos humanos com que o sector se debate. Segundo destacou, é importante observar valores de sigilo profissional e integridade, trabalhar para a redução ao mínimo possível do tempo de espera dos pacientes para observação.

Recomendou à Inspecção Provincial a apertar o cerco sobre os funcionários que violarem as regras e também agentes de saúde privados que praticarem actos ilícitos a vários níveis. A jornada da Secretária de Estado com o sector de saúde encerrou no Núcleo Provincial de Combate ao HIV/SIDA, onde se inteirou dos avanços e desafios do programa provincial na área.

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Funcionário da saúde viola menor e infecta-a com HIV na Zambézia http://www.verdade.co.mz/newsflash/69923-funcionario-da-saude-viola-menor-e-infecta-a-com-hiv-na-zambezia http://www.verdade.co.mz/newsflash/69923-funcionario-da-saude-viola-menor-e-infecta-a-com-hiv-na-zambezia Uma menor foi infectada pelo vírus HIV na Cidade de Quelimane, capital da Província da Zambézia, na sequência de violações sexuais de que foi vítima por um vizinho adulto, funcionário da Direcção Provincial de Saúde.

O crime foi denunciado semana passada pela esposa do violador que surpreendeu cidadão de 41 anos de idade em pleno acto sexual com a menor de 11 anos de idade na casa de banho.

“Ele chamava-me sempre que ia a casa de banho, dizia para tirar a roupa” relatou a menor que é vizinha do violador sexual, ora detido.

De acordo com as autoridades policiais na Província da Zambézia a criança não se recorda do número de vezes que foi abusada sexualmente pelo vizinho.

Exames médicos confirmaram a violação e revelaram que a menor foi infectada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).

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