@Verdade online @Verdade Online - Jornal que está a mudar Moçambique http://www.verdade.co.mz/component/content/frontpage Fri, 19 Jan 2018 00:48:41 +0000 Joomla! 1.5 - Open Source Content Management pt-pt Chuvas muito fortes nesta 6ªfeira em Nampula, Cabo Delgado, Zambézia e Niassa http://www.verdade.co.mz/newsflash/64649-chuvas-muito-fortes-nesta-6ofeira-em-nampula-cabo-delgado-zambezia-e-niassa http://www.verdade.co.mz/newsflash/64649-chuvas-muito-fortes-nesta-6ofeira-em-nampula-cabo-delgado-zambezia-e-niassa A atmosfera continuará instável nas províncias de Nampula, Cabo Delgado, Zambézia e Niassa, nas próximas 24 horas, com a ocorrência de chuvas muito fortes, mais do que 75 milímetros em 24 horas, acompanhadas de trovoadas severas e ventos que podem atingir os 60 quilómetros por hora. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia(INAM) o mesmo sistema poderá tornar o mar muito agitado, gerando ondas que poderão alcançar os 4 metros de altura, entre os paralelos 10 e 17 graus sul.

Entretanto, para o resto de Moçambique, o INAM prevê nas províncias de Tete, Manica e Sofala céu pouco nublado localmente muito nublado na zona costeira e o extremo norte de Tete. Ocorrência de aguaceiros acompanhados de trovoadas e chuvas em regime intenso na província da Zambézia, extremo norte da Beira e extremo norte de Tete. Vento de sueste com intensidade moderada, por vezes, soprando com rajadas.

Para as províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu pouco nublado temporariamente nublado. Possibilidade de ocorrência de chuvas fracas ou chuviscos na faixa costeira de Inhambane. Vento de sueste a nordeste fraco a moderado.

Eis as temperaturas previstas:

Cidade

Tempo

Máx ºC

Mín ºC

Maputo

31

23

Xai-Xai

30

22

Inhambane

30

25

Vilankulo

30

24

Beira

29

21

Chimoio

28

18

Tete

35

25

Quelimane

31

24

Nampula

27

20

Pemba

29

23

Lichinga

24

16

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averdademz@gmail.com (Redação) frontpage Thu, 18 Jan 2018 14:51:22 +0000
Alunos sem vagas no ensino presencial sugeridos ensino à distância em Maputo http://www.verdade.co.mz/nacional/64645-alunos-sem-vagas-no-ensino-presencial-sugeridos-ensino-a-distancia-em-maputo- http://www.verdade.co.mz/nacional/64645-alunos-sem-vagas-no-ensino-presencial-sugeridos-ensino-a-distancia-em-maputo- Foto de Emildo SamboO ano lectivo de 2018 arranca dentro de sensivelmente duas semanas, a 02 de Fevereiro próximo, nas escolas públicas de Moçambique. Na capital Maputo, as matrículas ainda estão em curso em muitos estabelecimentos de ensino, sobretudo da periferia, e decorrem num ambiente de verdadeira azáfama. Os pais e encarregados de educação a procurarem, a todo custo, vagas para os seus educandos da 8a e 11a classes, que registam maior procura a cada início do ano. Há alunos que por conta própria ou a mando dos seus progenitores estão, também, na mesma lufa-lufa, mas as direcções das escolas alegam que não estão em altura de satisfazer a todos devido à exiguidade de vagas. Todavia, a Direcção da Educação e Desenvolvimento Humano da Cidade de Maputo sugere que aqueles que não abrangidos pelo sistema optem pelo ensino à distancia, que este ano contará com mais de 4.400 vagas.

Centenas de estudantes poderão não frequentar e escola, este ano, por causa da crónica escassez de vagas, o que tem sido comum anualmente.

Armando João Muthemba, director-adjunto na Direcção da Educação e Desenvolvimento Humano da Cidade de Maputo, disse que os alunos e os pais e encarregados de educação não devem apenas olhar para o ensino presencial como único que pode dar o saber. Pode-se optar pelo ensino à distância, outra modalidade de instrução que, pese embora a sua funcionalidade seja alvo de algumas críticas, “é de confiança”.

“Nós já realizámos ou estamos a realizar as matrículas”, começou por explicar a fonte, ajuntando que todas as crianças da 8a classe, com 15 anos de idade, frequentarão o curso diurno, enquanto as da 11a classe, até 17 anos, também deverão estudar de dia.

De 18 anos em diante, vão para o curso nocturno, enquanto os que não forem abrangidos pelo ensino presencial, podem frequentar o programa do ensino secundário à distância.

Esta modalidade de instrução está dividida em dois níveis, sendo um do primeiro ciclo (8a a 10a classes) e outro do segundo ciclo. Aquele, denominado Programa do Ensino Secundário à Distância 1 (PESD 1), foi introduzido há pelo menos cinco anos e funciona em todos os distritos municipais da cidade de Maputo, excepto no KaNhaca.

O Programa do Ensino Secundário à Distância 2 (PESD 2) diz respeito ao segundo ciclo do ensino secundário (11a a 12a classes). Este só é ministrado em dois distritos municipais, a saber: Nlhamankulu, concretamente na Escola Secundária de Lhanguene; e distrito municipal KaMavota, na Escola Secundária Joaquim Chissano.

De acordo com Armando Muthemba, esta modalidade de ensino é relevante porque permite ao estudante ocupar-se com outras tarefas de geração de renda familiar enquanto estuda.

Antes de começarem a realizar as actividades curriculares, os alunos recebem um guião que lhes instrui como é que devem estudar à distância.

Para 2018, foram disponibilizadas 4.114 vagas para o PESD 1 e 335 para o PESD 2. O exame feito no fim cada ciclo é o mesmo do ensino presencial, disse Armando Muthemba.

No ano passado, “este ensino atingiu 71% de aproveitamento (...). Este não é um ensino qualquer. Os alunos conseguem ter as mesmas habilidades” como os do outro tipo de ensino. “Nós temos que ter fé e confiança neste ensino”, considerou a fonte admitindo que a sociedade ainda tem um pouco de receio em aderir a esta modalidade de instrução, por se trata de “um novo método e uma nova forma de educação”.

Armando Muthemba falava numa conferência de imprensa cujo objectivo era dar a conhecer os passos sobre a preparação da abertura do lectivo de 2018 e do programa do ensino secundário à distância.

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averdademz@gmail.com ({ga=emildo-sambo}) frontpage Wed, 17 Jan 2018 19:45:57 +0000
Inundações em Maputo afectaram mais de oito mil pessoas http://www.verdade.co.mz/ambiente/64642-inundacoes-em-maputo-afectaram-mais-de-oito-mil-pessoas http://www.verdade.co.mz/ambiente/64642-inundacoes-em-maputo-afectaram-mais-de-oito-mil-pessoas As chuvas que caíram no passado dia 8 de Janeiro na cidade e província de Maputo inundaram mais de duas mil casas e afectaram aproximadamente oito mil munícipes.

Na capital moçambicana as inundações urbanas aconteceram nos bairros de Albasine, Costa do Sol, Mahotas, Hulene A e B, Ferroviário, Laulan, Mavalane A, Maxquene C, Magoanine A e B, Inhagoia B e Malhazine afectando 8.017 pessoas e deixando sob a água 2.210 habitações.

Já na província de Maputo as chuvas intensas e ventos fortes destruíram duas casa, afectaram uma escola e afectaram 155 cidadãos.

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averdademz@gmail.com ({ga=redaccao}) frontpage Wed, 17 Jan 2018 19:36:42 +0000
Governo vai contratar só 55 novos professores para escolas de Maputo este ano http://www.verdade.co.mz/nacional/64644-governo-vai-contratar-so-55-novos-professores-para-escolas-de-maputo-este-ano- http://www.verdade.co.mz/nacional/64644-governo-vai-contratar-so-55-novos-professores-para-escolas-de-maputo-este-ano- Foto de Emildo SamboA Direcção da Educação e Desenvolvimento Humano da Cidade de Maputo vai contratar apenas 55 professores para todos os níveis de ensino, número que está aquém das necessidades, no presente ano lectivo, cuja abertura está marcada para 02 de Fevereiro próximo, em todo o país. Segundo a projecção do sector, cerca de 345 mil alunos vão sentar no banco da escola e o processo de matrículas ainda está curso, devendo terminar até 22 de Janeiro corrente.

Na capital moçambicana, a cerimónia de abertura do ano lectivo de 2018 terá lugar na Escola Primária Completa 12 de Outubro e será dirigida pelo Presidente da República.

Neste momento, decorrem os preparativos para o início das aulas. No que ao livro de distribuição gratuita diz respeito, Armando João Muthemba, director-adjunto na Direcção da Educação e Desenvolvimento Humano da Cidade de Maputo, disse que o mesmo já se encontra em todas as escolas, excepto nos estabelecimentos de ensino do Distrito Municipal KaMubukwana, cuja alocação inicia esta quinta-feira (18).

Relativamente ao número de docentes, a fonte reconheceu que é exíguo e, para colmatar o défice, recorrer-se-á ao crónico e polémico sistema de horas extras. Armando Muthemba falava numa conferência de imprensa cujo objectivo era dar a conhecer o estágio da preparação da abertura do lectivo de 2018 e do programa do ensino secundário à distância.

Refira-se que o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) disse, no ano passado, que já está em curso, em todo o país, o pagamento de horas extras aos docentes. Porém, o processo decorre de acordo com a disponibilidade de fundos para o efeito.

Em Moçambique existiam, até o ano transacto, um total de 148 mil professores e, de 2013 a 2017, o Governo tinha acumulado uma dívida de mais de um milhão de meticais só em horas extras, facto que na óptica do Chefe do Estado resultou da falta de controlo mais cerrado.

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averdademz@gmail.com ({ga=emildo-sambo}) frontpage Wed, 17 Jan 2018 19:43:13 +0000
Empregado doméstico detido por roubo ao patrão em Maputo http://www.verdade.co.mz/newsflash/64643-empregado-domestico-detido-por-roubo-ao-patrao-em-maputo- http://www.verdade.co.mz/newsflash/64643-empregado-domestico-detido-por-roubo-ao-patrao-em-maputo- A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, semana finda, um cidadão acusado de roubo de vários bens e duas viaturas na casa onde trabalhava, desde 2015, na cidade de Maputo, e tentou colocar-se em fuga.

O caso aconteceu no bairro da Coop e o indiciado envolveu outras cinco pessoas, uma das quais é seu primo. Umas viaturas foi vendida, estando, ora, a corporação no encalço do comprador.

Segundo contou à imprensa, a partir do Comando da PRM na capital do país, o presumível implicado no roubo, identificado pelo nome de Félix João, certa vez, o patrão pediu para que ele se dirigisse ao seu quarto a fim de concertar um guarda-roupa.

Na ocasião, o jovem apercebeu-se da existência de dois cofres que supostamente continham dinheiro. Aliás, ele afirmou ter vira o patrão a retirar deles algum valor. Daí começou a fazer planos para se apoderar do fundo enquanto aguardava pela viagem do seu patrão à África do Sul.

Concretizada a viagem, Félix João entrou em acção. “O meu patrão chamou-me para o seu quarto. Ele abriu um cofre”, do qual “tirou dinheiro. Durante o dia eu comecei a caçar” um dos cofres, disse o cidadão.

Para ter acesso aos referidos cofres, o suposto larápio arrombou a porta do guarda-roupa e pôs-se, “das 06h00 às 09h00” a tentar despedaçá-los com recurso a um martelo, mas não conseguiu.

Frustrada a sua tentativa de ter acesso ao dinheiro alheio, Félix sentou-se num banco para repensar num novo plano até que ficou convencido de que não seria daquela vez nem daquela forma que teria o dinheiro.

Com os estragos já feitos e sem saber como repará-los, o jovem optou por fugir para Quelimane, província da Zambézia, sua terra natal, levando consigo os pertences do patrão.

Porém, a fuga não passou de sol de pouca dura, porque Félix caiu nas mãos da Polícia em Inhambane e foi devolvido à província onde cometeu o crime de que é acusado.

Para além dele, as autoridades policiais detiveram outros cinco indivíduos, por envolvimento no roubo em alusão. Um deles é seu primo, de nome Levi Basílio. Este declarou-se inocente, afirmando que apenas arranjou, a mando do seu familiar confesso, um motorista para transportar dos bens, parte dos quais foram recuperados pela PRM.

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averdademz@gmail.com ({ga=redaccao}) frontpage Wed, 17 Jan 2018 19:41:23 +0000
SELO: Compatriotas, Surge et ambula! - Por Jorge Valente http://www.verdade.co.mz/vozes/37-hora-da-verdade/64641-selo-compatriotas-surge-et-ambula-por-jorge-valente http://www.verdade.co.mz/vozes/37-hora-da-verdade/64641-selo-compatriotas-surge-et-ambula-por-jorge-valente “A Renamo tem condições para mostrar uma novidade de governação seria e virada para as preocupações dos munícipes de Nampula”.

“A Frelimo e MDM estão fora do baralho e cada um por razões que todos conhecemos”.

“Os membros da Frelimo que se aliciam em migalhas de dinheiro que a Frelimo usa para comprar a inteligência para alcançar seus objectivos, devem reflectir bem que nada muda com a Frelimo”.

“Os jovens devem acordar para experimentar outra forma de olhar das suas preocupações de emprego e enquadramento no tecido activo do país”.

Li atentamente o artigo do senhor Galhardo Cagaia no “Moçambique para todos”, no qual ele afirma que votar no Carlos Saide é votar no projecto do Amurane.

Isso é um insulto a população da cidade de Nampula e dos macuas em geral. Se o projecto do Amurane era projecto do MDM, porquê a Comissão Política do MDM orquestrou aquela humilhação que fizeram ao Amurane até ser morto?

Há um princípio que diz que quando há confusão interna num lar o feiticeiro aproveita para enfeitiçar os visados ou um deles. O MDM criou confusão ao Amurane e o regime repreensivo que temos, neste momento, em Moçambique, aproveitou-se disso e matou Amurane, através de esquadrões de morte que tem, para enfraquecer a oposição.

O MDM já perdeu credibilidade de ser uma força alternativa em Moçambique por conta do seu tribalismo, regionalismo e corrupção que pratica. O MDM já mostrou capacidade de liderança virada aos anseios do povo.

Mas primeiro foi a Renamo a demonstrar isso na sua governação nos 5 municípios outrora sob sua gestão. Quem entregou os municípios foi a cumplicidade de Dhlakama no seu desinteresse ao choro de libertação real.

A Renamo mostrou ser alternativa credível sobretudo na sua governação em Nacala-Porto. Hoje, Nacala avançou graças à Renamo.

Não se esqueça que o MDM é filho indisciplinado da Renamo. O importante é os dois unirem-se para único desafio luta contra os males da Frelimo.

Uma mensagem aos munícipes de Nampula: Avancem na aposta ao candidato da Renamo para ver outra forma de governação porque a Frelimo já está praticamente fora do baralho e não vai trazer nada de concreto em prol do povo, mas sim, consolidação da corrupção que caracteriza sua maneira de governar. O MDM já perdeu rumo ao provocar pistas para a morte do filho dos macuas.

A Renamo armada tem tudo para expulsar a Frelimo do poder, mesmos insistindo em promover o sofrimento do povo.

A Frelimo fez deslocar grupos de indivíduos sem visão para apoiar a campanha de propaganda falsa como forma de confundir o povo. Mesmo com infiltração de não munícipes da cidade de Nampula, os macuas da cidade saberão decidir.

Apelo a todos macuas ideólogos da Frelimo para deixarem a prática de ver suas estabilidades individuais e considerarem o sofrimento do povo oprimido.

Por Jorge Valente

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averdademz@gmail.com ({ga=redaccao}) frontpage Wed, 17 Jan 2018 19:33:30 +0000
Homens armados alastram furor e mortes em Cabo Delgado http://www.verdade.co.mz/nacional/64636-homens-armados-alastram-furor-e-mortes-em-cabo-delgado http://www.verdade.co.mz/nacional/64636-homens-armados-alastram-furor-e-mortes-em-cabo-delgado Sete pessoas, das quais um técnico de saúde, morreram vítimas de ataques realizados por um grupo de homens armados cuja origem ainda é desconhecida, na noite do último sábado (13) e de segunda-feira (15), nos distritos de Palma e Nangade, na província de Cabo Delgado.

No sábado, os chamados bandidos, empunhando armas de fogo e instrumentos contundentes, mataram cinco e feriram outras 11, na sede do posto administrativo de Olumbe, no distrito de Palma.

Para além de provocar mortes, os presumíveis bandidos destruíram 35 casas e incendiaram três barracas, segundo o Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), que declarou não ter ainda elementos para associar esta incursão armada com os ataques ocorridos em Outubro do ano passado, em Mocímboa da Praia.

Palma, com sede na vila com o mesmo nome, tem limite a oeste com o distrito de Nangade e a sul com o distrito de Mocímboa da Praia, ambos alvos de ataques de homens armados.

Aquele ponto do país fervilha com o projecto de exploração do gás natural liquefeito, no meio de muitas controvérsias. A população, sobretudo nativa, e algumas organizações da sociedade civil reclamam justeza no processo de reassentamento.

Inácio Diana, porta-voz do Comando-Geral da PRM, disse a jornalistas, no habitual briefing às terças-feiras, que “em relação ao que aconteceu em Palma, efectivamente, tratou-se um grupo de indivíduos” ainda desconhecido.

Para além de óbitos, “houve roubos, ofensas corporais” e outros danos. O porta-voz disse que as diferentes autoridades de toda a província de Cabo Delgado e as outras circunvizinhas mexem-se no sentido de permitir que os mentores dos dois ataques sejam detidos.

Ademais, a Polícia e as outras Forças de Defesa e Segurança (FDS) encontram-se no local dos factos para garantir a reposição da ordem e ao mesmo tempo no encalço dos mentores das incursões armadas.

Sobre o ataque, ocorrido por volta das 22 de segunda-feira (15), no distrito de Nangade, na região de Ngoca, Inácio Dina confirmou, também, que resultou na morte de duas pessoas de ambos os sexos.

Umas das vítimas era um técnico de medicina afecto ao centro de saúde local, onde foram saqueados medicamentos e a infra-estrutura vandalizada.

A segunda era uma cidadã, esposa de um agente económico. Para além de matar, os malfeitores apoderaram-se de alguns bens alimentícios, uma viatura e motorizadas.

Inácio Dina disse que ainda é prematuro correlacionar os ataques a Mocímboa da Praia, em Outubro do ano passado, com os recentes nos distritos de Palma e Nangade.

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averdademz@gmail.com ({ga=redaccao}) frontpage Wed, 17 Jan 2018 05:56:21 +0000
PGR moçambicana acusada de inação e mutismo na investigação do assassinato de políticos http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/64624-pgr-mocambicana-acusada-de-inacao-e-mutismo-na-investigacao-do-assassinato-de-politicos- http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/64624-pgr-mocambicana-acusada-de-inacao-e-mutismo-na-investigacao-do-assassinato-de-politicos- As autoridades moçambicanas não investigaram pelo menos 10 homicídios ou tentativas de homicídio com fortes motivações políticas, desde Março de 2015, cujas vítimas foram o constitucionalista Gilles Cistac, o secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, os altos oficiais da Renamo, o administrador de Tica (Sofala), Jorge Abílio, e, recentemente, o presidente do município de Nampula e membro do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Mahamudo Amurane, de acordo com a organização internacional Human Rights Watch (WHR), que acusa a Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchili, de mutismo em relação ao assunto, que, também, não tem merecido esclarecimento que se espera ao nível do Serviço de Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Nem sequer existe um suspeito.

Beatriz Buchili “ainda não respondeu à carta da Human Rights Watch”, que lhe foi endereçada em Setembro de 2016, sobre “as medidas que o seu gabinete tomara para investigar ou julgar” os casos em alusão. A Polícia, cuja responsabilidade é conduzir investigações criminais, “não concluíra” alguma investigação “nem foi capaz de identificar nenhum suspeito”.

Os casos em alusão dizem respeito, por exemplo, ao chamado bárbaro e cobarde assassinato a tiros de Gilles Cistac, a 03 de Março de 2015, no exterior de um café no centro de Maputo.

A morte de Cistac aconteceu numa altura em que a Renamo, o maior partido da oposição no país, manifestava a sua indignação e total rejeição dos resultados das eleições gerais de 2014, e exigia governar em seis províncias onde reivindica vitória.

Ao contrário do que a Frelimo e vários juristas defendiam, a “Perdiz” alegava que podia lograr tal administração porque a Constituição da República permitia.

Nesse contexto, Cistac – professor catedrático de Direito Constitucional e director-adjunto para a investigação e extensão na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior instituição de ensino superior no país – contrariou o discurso oficial, de ocasião, de interesse e disse ao @Verdade, pela primeira vez em exclusivo, em Janeiro de 2015, que a Renamo tinha cobertura constitucional para gerir de forma autónoma as províncias de Sofala, Manica, Tete, Nampula, Zambézia e Niassa, onde conquistou a maioria dos votos nas últimas eleições gerais.

Para o efeito, podia-se evocar o número 04, do artigo 273 da Constituição da República, sobre as “categorias das autarquias locais”, que determina que “a lei pode estabelecer outras categorias autárquica superiores ou inferiores à circunscrição territorial do município ou da povoação”. E em vez de “regiões autónomas”, passariam a se denominadas “províncias autónomas”, que é a designação mais abrange no âmbito da lei em alusão.

Segundo Cistac, apesar de a Constituição determinar que Moçambique se organiza territorialmente em províncias, distritos, postos administrativos, localidades e povoações, a “Perdiz”, quando falava de “região autónoma” referia-se à província.

A notícia correu Moçambique e o mundo como rastilho de pólvora, a contragosto daqueles que tinham entendimento diferente em relação à matéria em questão.

Coincidência ou não, após essas declarações o constitucionalista foi crivado de balas na manhã de 03 de Março de 2015, à saída de um café no cruzamento entre as avenidas Eduardo Mondlane e Mártires da Machava.

Recorde-se que, no ano passado, aquando da apresentação do seu informe anual referente a 2016, a guardiã da legalidade disse, respondendo a uma inquietação da Renamo, sobre a alegada demora e inação da PGR no esclarecimento do assassinato dos membros dos partidos da oposição e académicos no país, que são casos em instrução preparatória, exigem tempo para reunir provas.

Na ocasião, Beatriz Buchili afirmou que qualquer matéria de âmbito processual que seja divulgada viola o segredo de justiça e a presunção de inocência. Com este argumento, ela pedia, indirectamente, aos deputados para que entendessem e transmitem isso a quem representam, o povo.

Os assassinatos não cessaram. Pelo contrário, aumentaram perante uma espiral de silêncio das autoridades governamentais, em particular da Polícia e Justiça.

Segundo a HRW, no seu relatório intitulado «“O Próximo a Morrer”: Abusos das Forças de Segurança do Estado e da Renamo em Moçambique», foi divulgado em Maputo e diz respeito ao período de Novembro de 2015 a Dezembro de 2016, em 07 de Março de 2016, por exemplo, um alto oficial da Renamo na província de Inhambane, Aly Jane, foi encontrado morto após ter desaparecido quatro dias antes. O seu corpo, encontrado perto do Rio Nhanombe, entre os distritos de Maxixe e Homoíne, exibia sinais de violência.

A 08 de Outubro de 2016, “Jeremias Pondeca, membro da Renamo de uma equipa que preparava uma reunião entre o presidente Nyusi e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, foi morto a tiro durante a sua corrida matinal na principal praia de Maputo, Costa do Sol. A família só teve conhecimento do seu homicídio no dia seguinte, após ter contactado as autoridades para reportar o seu desaparecimento, tendo-lhes sido dito que um cadáver não identificado, com ferimentos de bala, fora levado para a morgue. As investigações policiais preliminares sugerem que quatro homens que seguiam Pondeca de carro se aproximaram da vítima e dispararam dois tiros na cabeça e outro no abdómen, tendo depois fugido”, recorda a HRW.

Desde Outubro de 2015, os homens armados da Renamo foram implicados em homicídios de pessoas ligadas, ou que se acredita estarem ligadas, à Frelimo.

“Em Outubro de 2016, a Frelimo apresentou à Human Rights Watch os nomes de 15 membros que foram alegadamente assassinados, seis que foram alegadamente espancados e seis que foram alegadamente raptados nas províncias de Manica, Sofala, Inhambane e Nampula, entre Fevereiro de 2015 e Setembro de 2016, juntamente com as datas e locais dos alegados incidentes”.

A Frelimo disse que a Renamo era responsável pelos crimes, mas não forneceu qualquer informação que sustentasse a acusação. “A Human Rights Watch investigou seis dos casos, incluindo três dos assassinatos, e concluiu que estas vítimas foram mortas ou atacadas porque a Renamo aparentemente suspeitava que tivessem fornecido informações às forças de defesa e segurança do governo”, indica a organização internacional.

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averdademz@gmail.com ({ga=emildo-sambo}) frontpage Tue, 16 Jan 2018 06:00:06 +0000
Assassinato de quatro pessoas leva agentes da Polícia à prisão em Inhambane http://www.verdade.co.mz/newsflash/64633-assassinato-de-quatro-pessoas-leva-agentes-da-policia-a-prisao-em-inhambane- http://www.verdade.co.mz/newsflash/64633-assassinato-de-quatro-pessoas-leva-agentes-da-policia-a-prisao-em-inhambane- Quatro agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) encontram-se privados de liberdade, na província de Inhambane, acusados assassinar igual número de pessoas e depois abandonar os corpos numa mata.

Inácio Diana, porta-voz do Comando-Geral da PRM, confirmou a detenção e disse tratar-se do “comandante distrital da PRM na Maxixe, do chefe das operações e outros dois colegas, que são chefes de sector. Segundo a indicação que temos do próprio processo são acusados de prática do homicídio”.

No que diz respeito aos detalhes do referido crime, o porta-voz remeteu a imprensa, na terca-feira (16), à Procuradoria.

Contudo, o crime que pesa sobre os indiciado foi cometido em 2017, no distrito de Funhalouro, onde as autoridades acharam quatro cadáveres abandonados numa mata.

De princípio não se sabia o que tinha acontecido mas a investigação concluíra que as vítimas foram fuziladas e os supostos assassinos tentaram despistar as autoridades.

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averdademz@gmail.com ({ga=redaccao}) frontpage Wed, 17 Jan 2018 05:40:45 +0000
Mais uma organização internacional vinca necessidade de responsabilização das FDS e dos guerrilheiros da Renamo pelos maus-tratos à população do centro de Moçambique http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/64613-mais-uma-organizacao-internacional-vinca-necessidade-de-responsabilizacao-das-fds-e-dos-guerrilheiros-da-renamo-pelos-maus-tratos-a-populacao-do-centro-de-mocambique http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/64613-mais-uma-organizacao-internacional-vinca-necessidade-de-responsabilizacao-das-fds-e-dos-guerrilheiros-da-renamo-pelos-maus-tratos-a-populacao-do-centro-de-mocambique A Human Rights Watch (HRW) veio a público, na passada sexta-feira (12), dizer que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique e os guerrilheiros do maior partido da oposição, a Renamo, realizaram várias atrocidades e maus-tratos à população das províncias de Manica, Sofala, Tete e da Zambézia, de tal sorte que esta se viu forçada a abandonar as suas comunidades. Esta é a mesma posição a que chegou a Amnistia Internacional (AI), no princípio de 2017, e pediu, também, responsabilização dos protagonistas de tais actos descritos como um atentado aos mais elementares princípios de direitos humanos.

O documento, intitulado «“O Próximo a Morrer”: Abusos das Forças de Segurança do Estado e da Renamo em Moçambique», foi divulgado em Maputo e diz respeito ao período de Novembro de 2015 a Dezembro de 2016.

Segundo a organização internacional, as FDS perpetraram violações que levaram ao desaparecimento forçados de algumas pessoas, detenções arbitrárias, abusos de gente que estava sob sua custódia e destruição de propriedade alheias, enquanto a Renamo é acusada de promover assassinato de políticos, ataques aos transportes públicos de passageiros e aos centros de saúde.

Baseando-se em dados fornecidos pelo Governo moçambicano – este que nega a autoria de sevícias e desmandos imputados às FDS –, a HRW indica que 43 pessoas morreram e 143 ficaram feridas durante o conflito militar que cessou com a decretação de tréguas, primeiro em 2016, e depois, por tempo indeterminado, em 2017.

A guerra, ainda hoje usada como mote das negociações em curso entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama – depois de fracassadas tentativas de se uso intermediários e/ou mandatários – resultou do facto de o maior partido da oposição no país não ter aceite os resultados das eleições gerais de 2014. Por via disso, exigiu governar em seis províncias onde reivindica vitória.

De acordo com o relatório da HRW, as forças governamentais “detiveram arbitrariamente indivíduos que suspeitavam pertencerem ou apoiarem a Renamo ou o seu grupo armado e espancaram os detidos. Em vários casos, as casas e os bens dos detidos foram incendiados ou destruídos. Vários funcionários e activistas da Renamo foram assassinados ou vítimas de tentativas de assassinato por agressores não identificados”.

Já o grupo armado da Renamo também realizou emboscadas e ataques de atirador a transportes públicos, principalmente na Estrada Nacional número um (EN1) nas províncias de Manica e Sofala.

Confrontado com esta situação, Afonso Dhlakama admitiu ter dado ordens para atacar autocarros públicos que afirmou estarem a transportar soldados secretamente, diz o documento, acrescentando, porém, que a Renamo rejeitou o assassinato a políticos e alegou tratar-se de "propaganda" do partido no poder.

“Em resposta às questões da Human Rights Watch, a Renamo forneceu uma lista com 306 nomes de membros do partido que foram alegadamente atacados ou assassinados pelas forças governamentais entre Março de 2015 e Dezembro de 2016”.

Por sua vez, “o Governo moçambicano não investigou adequadamente os alegados abusos documentados no relatório. Vítimas e testemunhas dos abusos do governo contaram à Human Rights Watch que nunca foram contactadas pelas autoridades, nem tampouco foram informadas sobre as investigações. O gabinete do Presidente [Filipe Nyusi] não respondeu à pergunta da Human Rights Watch sobre o estado das investigações”.

O organismo internacional considera haver impunidade em relação a este assunto e isso é “algo que prevalece em Moçambique e encoraja o cometimento de novos abusos”.

O documento elenca recomendações para o Governo e Parlamento moçambicanos, a Renamo, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (CDAA) e os doadores internacionais no sentido de encetarem esforços para levar os mentores de tais actos à barra da justiça e devolver a esperança que há algum tempo desvaneceu das vítimas e/ou dos seus familiares.

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