@Verdade online @Verdade Online - Jornal que está a mudar Moçambique http://www.verdade.co.mz/component/content/frontpage Mon, 18 Mar 2019 19:06:38 +0000 Joomla! 1.5 - Open Source Content Management pt-pt Presidente Nyusi diz que Lei do Conteúdo Local ainda vai demorar porque depende das multinacionais do gás http://www.verdade.co.mz/nacional/68192-presidente-nyusi-diz-que-lei-do-conteudo-local-ainda-vai-demorar-porque-depende-das-multinacionais-do-gas http://www.verdade.co.mz/nacional/68192-presidente-nyusi-diz-que-lei-do-conteudo-local-ainda-vai-demorar-porque-depende-das-multinacionais-do-gas Foto da Presidência da RepúblicaO Presidente Filipe Nyusi afirmou que a Lei do Conteúdo Local, que há 12 anos está a ser preparada por sucessivos governos, “não é um processo que se concluiu num dia” até porque a sua aprovação e implementação, tendo em vista os projectos de gás natural, está condicionada a vontade das multinacionais que operam em Cabo Delgado.

Cerca de 18 anos após iniciar a exploração de gás natural existente em Inhambane, dois anos depois de iniciar a implementação do primeiro projecto de exploração dos hidrocarbonetos existentes na Bacia do Rovuma e há poucos meses da Anadarko anunciar a sua decisão de investir dezenas de biliões de dólares em Moçambique o Presidente da República deixou claro que os moçambicanos vão continuar a sonhar com uma lei que lhes garanta benefícios directos dos recursos que a natureza bafejou o país.

“Constitui também uma prioridade a conclusão do processo de harmonização da Lei do Conteúdo Local. Nós já iniciamos o processo que guia os passos que damos, não é um processo que se concluiu num dia porque o grande interveniente são os empresários e são as grandes empresas”, disse Nyusi na passada quinta-feira (14) alheio ao facto que a legislação está a ser processada desde 2007.

Discursando na XVI Conferência Anual do Sector Privado o Chefe de Estado alertou “a classe empresarial nacional, especialmente as Pequenas e Médias Empresas para melhorar os seus métodos de gestão empresarial por forma a tirarem grande proveito das oportunidades geradas com as ligações as grandes empresas e não transformar a CTA num instrumento de pressão ao Governo mas em ferramenta de promoção da economia”.

“Acho que se recordam quando estivemos reunidos em Pemba, quando as grandes empresas colocavam as condições para que o Conteúdo Local fosse assumido. E nós continuamos a dizer temos que fazer essa nossa parte para vencer a aceitação necessária dentro dos padrões internacionais”, esclareceu o Presidente.

Acontece que no encontro aludido por Filipe Nyusi, o 1º Seminário de Oportunidades Locais, a multinacional Anadarko, que lidera o projecto de exploração de gás natural na Área 1, deixou claro que considera empresa moçambicana qualquer que esteja registada no país há pelo menos 5 anos independentemente dos seus donos ou accionistas serem moçambicanos.

Dados o Instituto Nacional de Estatística mostram que só em 2018 foram registadas por estrangeiros em Moçambique pelo menos 270 empresas que se colocaram na linha da frente para tornarem-se fornecedores directos dos projectos de gás em Cabo Delgado.

Aliás no ano passado a Anadarko declarou ter investido 550 milhões de dólares norte-americanos nas infra-estruturas para o reassentamento, na auto estrada para Afungi, na pista de aterragem e na expansão do acampamento dos trabalhadores, mas as empresas contratadas não foram de moçambicanos.

]]>
averdademz@gmail.com (Adérito Caldeira) frontpage Mon, 18 Mar 2019 05:49:40 +0000
Movitel é a primeira operadora a repor as comunicações na Beira http://www.verdade.co.mz/newsflash/68194-movitel-e-a-primeira-operadora-a-repor-as-comunicacoes-na-beira http://www.verdade.co.mz/newsflash/68194-movitel-e-a-primeira-operadora-a-repor-as-comunicacoes-na-beira Estão repostas as comunicações móveis no centro da cidade da Beira através da rede de telefonia da Movitel que anunciou doação de cartões SIM grátis e crédito de 20 meticais para os clientes nas zonas afectadas pelo Ciclone IDAI. As redes móveis da TMcel e Vodacom ainda não estão disponíveis.

A reposição das comunicações na rede 86 e 87 abrange por enquanto, as zonas de Matacuane, Maquinino, Manga, Esturro e Bairro do Aeroporto e a cidade circunvizinha do Dondo. "No resto da cidade da Beira, a Movitel está a tentar levantar postes e cabos tombados" informa a operadora em comunicado onde indica que na restante província de Sofala a sua rede "continua inoperacional nos distritos do Buzi, Nhamatanda, Muanza, Marromeu e Chibabava".

De acordo com a operador os seus serviços também não estão operacionais nos distritos de Machaze, Sussundenga e Mussorize, na província de Manica.

Entretanto a Movitel espera "recuperar toda a rede o mais rápido possível: todos os técnicos da Movitel estão alocados as zonas afectadas e também, conseguimos ajuda de equipes da locais e estrangeiras".

Para os clientes directamente afectados pelo Cicline tropical IDAI a empresa de telefonia móvel anunciou que vai "doar o valor 20 MT (...) cartões SIM grátis, caso o cartão actual não esteja funcionando".

Adicionalmente a Movitel disponibilizará "até 50 toneladas de em bens alimentares de primeira necessidade para as vitimas da cidade da Beira" e irá apoiar os seus funcionários "em todas as zonas afetadas na medida do possível como forma de minimizar o seu sofrimento".

]]>
averdademz@gmail.com ({ga=comercial}) frontpage Mon, 18 Mar 2019 14:26:53 +0000
Lóbi dos camiões força levantamento da proibição de volante à esquerda, mas lei tem de ser revista pelo Parlamento http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/68191-lobby-dos-camioes-forca-levantamento-da-proibicao-de-volante-a-esquerda-mas-lei-tem-de-ser-revista-pelo-parlamento http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/68191-lobby-dos-camioes-forca-levantamento-da-proibicao-de-volante-a-esquerda-mas-lei-tem-de-ser-revista-pelo-parlamento Foto de Adérito CaldeiraO lóbi das empresas de transporte está a conseguir sobrepor-se ao interesse público de tirar os camiões de volante à esquerda das estradas de Moçambique, onde são um dos responsáveis por acidentes de viação. O ministro dos Transporte e Comunicações explicou ao @Verdade que motivos económicos e estratégicos determinaram a decisão do Governo rever o Código de Estrada. Porém a sua efectivação carece ainda de decisão da Assembleia da República.

O Executivo de Filipe Nyusi decidiu no passado de 5 de Março, durante a 7ª sessão Ordinária do Conselho de Ministro, aprovar a proposta de Lei que revoga o n.º 6 do artigo 117 da Lei 1/2011, de 23 de Março que proíbe a importação de veículos automóveis com volante a esquerda para fins comerciais, “com vista a adequar o Código de Estrada a actual realidade e impulsionar o desenvolvimento socioeconómico do País”.

Contudo, e mais do que uma concertação da Comunidade de Países da África Austral, a inclusão dessa norma no Código de Estrada em 2011 foi justificada pelo perigo que a condução de veículos de volante à esquerda representa num país onde a condução é feita pelo lado direito. Embora não existam estudo que o comprovem quem transite pelo Corredor da Beira presencia pelo menos um ou dois acidentes diários envolvendo um dos camiões de volante à esquerda que colidem com motos ou mesmo viaturas ligeiras.

Porém Carlos Mesquita declarou ao @Verdade que: “Analisando com toda a profundidade se o volante à esquerda é de facto a principal causa dos acidentes, na verdade é mais o factor humano”.

O ministro dos Transportes e Comunicações disse ao @Verdade que o Governo assentiu com a vontade dos proprietários das empresas de transporte, ironicamente Carlos Mesquita é um deles, por questões “de certo modo económicas e estratégicas”.

“Por exemplo quiser comprar 10 camiões de uma marca específica em 2ª mão não encontras em lado nenhum. Na Inglaterra ou noutros mercados pequenos consegues 2 ou 3, e custam 70 a 80 mil dólares, e não se consegue fazer a standardização da frota. No entanto num mercado como o dos Estados Unidos da América a oferta é imensa e pode-se comprar 200 camiões da mesma marca e modelo, cada um deles a 40 a 50 mil dólares”, explicou Mesquita.

O titular dos Transportes alertou ainda que mesmo que a norma de mantenha no Código de Estrada será um desafio para Moçambique impor a lei aos transportadores dos países vizinhos onde foi tentado implementar a proibição mas os governos voltaram atrás. “Portanto se é uma questão de segurança temos de proibir também os outros, como é que fazemos isso”, questionou.

De acordo com o governante: “A demanda de carga é cada vez maior em Moçambique e os sul-africanos estão a entrar porque as empresas nacionais não conseguem aumentar a frota. Há moçambicanos que estão a abrir empresas no Malawi e no Zimbabwe, onde podem importar camiões de volante à esquerda, e vêm operar em Moçambique”.

No entanto Carlos Mesquita indicou que como Moçambique incluiu a norma numa lei a sua revogação depende ainda da aprovação Assembleia da República. A ver se os deputados defendem o interesse Público ou prevalece a vontade dos transportadores privados de carga.

]]>
averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Mon, 18 Mar 2019 05:44:42 +0000
Persistem esforços para o restabelecimento das linhas de comunicação fixa e móvel para a cidade da Beira http://www.verdade.co.mz/economia/68190-persistem-esforcos-para-o-restabelecimento-das-linhas-de-comunicacao-fixa-e-movel-para-a-cidade-da-beira http://www.verdade.co.mz/economia/68190-persistem-esforcos-para-o-restabelecimento-das-linhas-de-comunicacao-fixa-e-movel-para-a-cidade-da-beira Não obstante o efeitos trágicos do ciclone Idai na província de Sofala, equipas da Tmcel têm estado concentradas em encontrar soluções que permitam, a qualquer momento, o restabelecimento das linhas de comunicação fixa e móvel, entre a cidade da Beira e o resto do Pais e do mundo.

Em resultado destes esforços, as linhas fixas estiveram operacionais durante sexta-feira e parte do dia de sábado último, porém, devido ao recrudescimento das condições meteorológicas adversas naquela província, a rede ficou de novo inoperacional, desde a noite de sábado.

No terreno, verificou-se que esta nova interrupção se ficou a dever a múltiplos cortes, no troço Inchope – Beira, destacando-se o isolamento das estações de Nhamatanda e Tica, a ponte de Lamego estar submersa e vale do Rio Púnguè estar alagado com postes no chão, bem como no troço Inchope – Tete – Caia – Muanza – Beira.

Após a reparação dos vários cortes identificados, persiste, contudo, a interrupção do tráfego entre Caia – Beira, devido a problemas de alimentação de energia na estação de Muanza, o que dificulta o restabelecimento das comunicações para outras capitais provinciais.

Não obstante estas adversidades, a Tmcel continua concentrada em encontrar soluções para o restabelecimento das comunicações para as províncias do Centro e Norte afectadas pelo corte da Beira, a reparação dos diferentes cortes no cabo de fibra óptica do "backbone" nos locais acessíveis e o estabelecimento de uma comunicação Maputo-Nampula via satélite, com o objectivo de prover serviços móveis na zona Norte e Beira, quando se restabelecer a energia em Muanza.

]]>
averdademz@gmail.com ({ga=publicidad}) frontpage Mon, 18 Mar 2019 05:41:54 +0000
Pergunta a Tina: qual é o nível de CD-4, do qual a pessoa vivendo com HIV é considerada de agente passivo, não passa vírus HIV? http://www.verdade.co.mz/pergunte-a-tina/68183-pergunta-a-tina-qual-e-o-nivel-de-cd-4-do-qual-a-pessoa-vivendo-com-hiv-e-considerada-de-agente-passivo-nao-passa-virus-hiv http://www.verdade.co.mz/pergunte-a-tina/68183-pergunta-a-tina-qual-e-o-nivel-de-cd-4-do-qual-a-pessoa-vivendo-com-hiv-e-considerada-de-agente-passivo-nao-passa-virus-hiv Foi com muita satisfação que voltei a ler coisa do género, carga viral indetectável de HIV não transmissível, confesso que a priori não dei crédito. Porém, tendo esta nova chance de reler nesta vossa página, surge atiçada a minha curiosidade em torno da matéria, a saber: qual é o nível de CD-4, do qual a pessoa vivendo com HIV é considerada de agente passivo, não passa vírus HIV, sabendo que a carga de padrão máxima é de 1.500? Obrigado, e ansioso estou em ter a vossa ajuda em ter essa informação. Bom trabalho! Matavel

Obrigado, Matavel. Realmente, o conhecimento de que uma pessoa com HIV que tenha uma carga viral indetectável não transmite o HIV (Indetectável = Intransmissível) mesmo não usando a camisinha, só recentemente é que teve confirmação científica unânime.

Mas isto só é verdadeiro para a carga viral. Por mais elevada que seja a contagem de CD4 não é possível afirmar-se que a infecção é intransmissível, se não sabemos a carga viral.

Na verdade, em geral, numa pessoa com HIV que não esteja a receber Tratamento Anti-Retroviral (TARV), quanto mais baixa for a carga viral, maior será a contagem de CD4. No entanto, esta relação já não é verdadeira para as pessoas que estão a receber TARV. Por isso, pode acontecer que uma pessoa tenha por exemplo, uma contagem de CD4 de 500, com uma carga viral de 250 000 e outra pessoa tenha a mesma contagem de CD4, mas com uma carga viral de 2 500 apenas. A contagem de CD4 é muito flutuante, na dependência de inúmeros factores que não interessa agora detalhar.

Em resumo, não há uma relação entra a carga viral e a contagem de CD4 numa pessoa que está a receber TARV. Portanto, só se pode falar em Intransmissibilidade quando a carga viral é Indetectável, independentemente do valor da contagem de CD4.

Vale a pena lembrar que, em face desta descoberta recente, a ONUSIDA recomenda que todas as pessoas em TARV deveriam ser informadas deste facto. A transmissão desta informação às pessoas recebendo TARV, incentiva-as a atingir a meta Indetectável e mantê-la, através do cumprimento rigoroso e aderência ao tratamento.

Também, o conhecimento disso por parte das pessoas em TARV, reduz o auto-estigma, alivia o sentimento de culpa em relação à transmissão potencial, e permite a prática sexual sem receios.

Se as comunidades tiverem conhecimento disto, as pessoas que têm dúvidas sobre o seu estado HIV irão sentir-se mais motivadas para ir fazer o teste de HIV e as pessoas sero-negativas terão menos receios de apanhar o HIV.

Por isso, querido Matavel, o importante em termos de transmissão não é a CD4, mas a carga viral: Indetectável = Intransmissível.

]]>
averdademz@gmail.com ({ga=tina}) frontpage Sat, 16 Mar 2019 07:47:43 +0000
Presidente Nyusi responsabiliza empresários pela depreciação do metical, “melhor antídoto é aumentarmos os níveis de produção” http://www.verdade.co.mz/nacional/68176-presidente-nyusi-responsabiliza-empresarios-pela-depreciacao-do-metical-melhor-antidoto-e-aumentarmos-os-niveis-de-producao http://www.verdade.co.mz/nacional/68176-presidente-nyusi-responsabiliza-empresarios-pela-depreciacao-do-metical-melhor-antidoto-e-aumentarmos-os-niveis-de-producao Foto da Presidência da RepúblicaEm jeito de resposta a reclamação da CTA a decisão do Banco de Moçambique aumentar as Reservas Obrigatórias em divisas o Presidente Filipe Nyusi responsabilizou os empresários: “ainda se regista índice de produção indesejável que se reflete na nossa balança comercial culminando com mais importações e menos exportações”. Paradoxalmente o @Verdade constatou que o chá e o açúcar servido durante a XVI Conferência Anual do Sector Privado fizeram parte das importações que pesam na Balança de Pagamentos.

Discursando nesta quinta-feira (14) na abertura da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que na verdade aconteceu no segundo e último dia, o Chefe de Estado assegurou que o Governo continuará a fazer a sua parte com toda a responsabilidade, “contudo continuamos preocupados porque não obstante a economia estar a registar sinais de vitalidade ainda se regista índice de produção indesejável que se reflecte na nossa balança comercial culminando com mais importações e menos exportações, e quem contribuir largamente para o aumento da produção e da produtividade é o sector privado”, em alusão a contestada decisão do banco central de aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda estrangeira de 27 para 36 por cento para equilibra a Balança de Pagamentos.

Porque o mote da XVI CASP era “Agro-negócio como Factor Acelerador” o estadista moçambicano, após enumerar os mais do que conhecidos problemas que os agricultores enfrentam, desafiou a Confederação das Associações Económicas (CTA): “a nossa expectativa é que estes aspectos que foram objecto de debate durante o dia de ontem ou serão objecto de discussão nos temas que serão apresentados de modo a encontrar forma do sector privado participar na sua solução”.

Comentando a matriz de prioridades que todos anos a CTA apresenta Nysu admitu que “são sim necessárias estas medidas de reforma que aqui foram reiteradas, que visam reduzir custos de operação e de produtividade, mas o melhor antídoto é aumentarmos os níveis de produção. Importamos arroz em detrimento das terras aráveis do Chókwe, de Mopeia, de Inguri ou de Chipeme. Importamos batata reno sacrificando o potencial de Cuamba, Tsangano ou Unango. Compramos fora do país cebola e alface recusando que afinal seja de Matutuine, Tica e Malema podem nos alimentar”.

“Temos terra e fontes de água, temos no nosso país gente trabalhadora, o capital humano empreendedor aqui presente, numa só frase é um país dotado de excelentes condições agro-ecológicas para o desenvolvimento da agricultura sustentável”, concluiu o Presidente que não deve ter notado que o chá e o açúcar servido durante a XVI Conferência Anual do Sector Privado não tinham sido produzidos em Moçambique mas fizeram parte das importações que pesam na Balança de Pagamentos, apesar da pujante indústria do açúcar nacional seja um dos poucos casos de sucesso do agro-negócio no nosso país.

]]>
averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Thu, 14 Mar 2019 21:18:31 +0000
Pacheco avisa edis têm de ter credencial para assinarem instrumentos jurídicos com outro Estado http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/68174-pacheco-avisa-edis-tem-de-ter-credencial-para-assinarem-instrumentos-juridicos-com-outro-estado http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/68174-pacheco-avisa-edis-tem-de-ter-credencial-para-assinarem-instrumentos-juridicos-com-outro-estado Foto de Adérito CaldeiraO Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação avisou aos presidentes dos conselhos autárquicos, recém empossados, sobre a necessidade de possuírem uma credencial “quando forem confrontados com o interesse de se assinarem instrumentos jurídicos que vinculam o território ou parte do território nacional a um relacionamento com outro Estado”.

Intervindo na X Reunião Nacional de Autarquias Locais, que decorre em Maputo, José Pacheco disse na passada terça-feira (12) que “qualquer acordo internacional que é assinado, independentemente de quem toma a iniciativa tem que ser do interesse do nosso país, o nosso interesse nacional tem primazia em qualquer instrumento jurídico”.

Para uma plateia repleta de autarcas, Administradores distritais e Governadores provinciais o titular dos Negócios Estrangeiros chamou atenção que mesmo “as visitas oficias que são realizadas, tanto de entidades nacionais para o exterior ou entidades que nos visitam, são na base de um regulamento específico”.

Falando sobre as “Normas e Procedimentos Diplomáticos, Jurídicos e Protocolares” o ministro Pacheco deixou claro que: “Apenas o Presidente da República e entidade competente para cuidar de matérias de relações internacionais possuem plenos poderes para assinarem instrumentos jurídicos internacionais que vinculem a República de Moçambique sem credenciais, todos os demais dirigentes só podem assinar acordos internacionais se estiverem devidamente credenciados para o efeito”.

“Já tivemos situações de que compatriotas nossos, por razões várias, viajaram para o exterior, abriu-se uma oportunidade de relacionamento e assinaram os documentos com organizações e com outros Estados, sob o ponto de vista jurídico aqueles instrumentos são nulos, lá fora ou aqui dentro”, revelou José Pacheco sem precisar que servidores públicos praticaram esses actos.

Visando muito provavelmente os edis da Beira e de Quelimane, ausentes, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação declarou: “É verdade que Vossas Excelências são órgãos eleitos, gozam de independência estabelecida nos instrumentos que determinam a vossa missão, mas não se sintam quistos na relação com o vosso órgão. Naturalmente que quem está na cidade da Matola, não se sinta quisto porque lá existem vários órgãos do Estado, existe um Governador a quem dar uma informação prévia sobre os actos que praticam pode evitar situação de colisão ou de sobreposição de eventuais impedimentos que queriam evitar com as suas congéneres de outros Estados”.

]]>
averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Thu, 14 Mar 2019 21:16:06 +0000
Vuma “engraxa” Governo e esquece problema dos empresários http://www.verdade.co.mz/newsflash/68173-vuma-engraxa-governo-e-esquece-problema-dos-empresarios http://www.verdade.co.mz/newsflash/68173-vuma-engraxa-governo-e-esquece-problema-dos-empresarios Gabinete do primeiro-ministroAgostinho Vuma voltou dar “graxa” ao Governo, acusando o puxão de orelhas de “deixar de ser um órgão de murmúrios”, destacou “um notável processo de retoma e estabilidade económica vivenciado em 2018” e como clímax distinguiu Filipe Nyusi com o prémio Formiga.

O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) iniciou o seu discurso desta quarta-feira (14) saudando “Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, o nosso Chefe de Estado” por ter pago um pequena parte das contas que o Estado acumula há vários anos com o sector privado.

Apesar de no ano passado a economia ter desacelerado para 3,3 por cento, é preciso regressar ao ano 2000 para encontrar um Produto Interno Bruto equiparado, Vuma declarou que os empresários registaram “um notável processo de retoma e estabilidade económica vivenciado em 2018 que abre um novo horizonte para o empresariado”.

Na tentativa de apresentar algumas soluções Agostinho Vuma disse que durante a XVI Conferência Anual do Sector Privado (CASP) “foram apresentados um total de 25 projectos estimados em 850 milhões de dólares norte americanos, maioritariamente na agro-indústria, incluindo projectos de energia, educação e logística”.

Mas o momento mais alto de toda a CASP, na óptica do presidente da CTA, foi a atribuição do prémio Formiga ao “Engenheiro Filipe Jacinto Nyusi”. “Enche-nos de orgulho testemunhar que este novo modelo de diálogo público-privado introduzido por Vossa Excelência tornou-se numa referência internacional, servindo de inspiração mesmo para países melhor cotados no ranking internacional”, declarou Vuma.

]]>
averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Thu, 14 Mar 2019 21:14:16 +0000
Pergunta a Tina: Urinar dentro do aparelho reprodutivo da mulher durante a relação sexual pode gerar graves implicações (futuras)? http://www.verdade.co.mz/pergunte-a-tina/68182-pergunta-a-tina-urinar-dentro-do-aparelho-reprodutivo-da-mulher-durante-a-relacao-sexual-pode-gerar-graves-implicacoes-futuras http://www.verdade.co.mz/pergunte-a-tina/68182-pergunta-a-tina-urinar-dentro-do-aparelho-reprodutivo-da-mulher-durante-a-relacao-sexual-pode-gerar-graves-implicacoes-futuras Olá querida Tina! Tudo bom? Urinar dentro do aparelho reprodutivo da mulher durante a relação sexual pode gerar graves implicações (futuras)? Depois que mantive relações sexuais com minha parceira recentemente, urinei dentro de sua vagina, a princípio acreditando que isso de certa forma a estimulasse para mais excitação, entretanto acabou sendo um acto infeliz porque foi muito doloroso para ela, tendo me deixado preocupado e com receio de existência de outras alargadas complicações. Conrado

Olá, Conrado, tudo bom por aqui, obrigada. Podes ficar tranquilo porque, em princípio não tem implicações futuras graves.

]]>
averdademz@gmail.com ({ga=tina}) frontpage Sat, 16 Mar 2019 07:44:04 +0000
Nyusi aposta na política da cerveja e futebol para novo mandato http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/68168-nyusi-aposta-na-politica-da-cerveja-e-futebol-para-novo-mandato http://www.verdade.co.mz/destaques/democracia/68168-nyusi-aposta-na-politica-da-cerveja-e-futebol-para-novo-mandato Foto da Presidência da RepúblicaFilipe Nyusi, que no início da semana disse aos presidentes dos conselhos autárquicos que governar é uma ciência, renovou a sua aposta de cerveja e futebol para garantir a sua vitória nas Gerais de 2019 desafiando a Heineken a pagar os custos do Moçambola. São dezenas de milhões de meticais que seriam melhor investidos em escolas ou hospitais que o Governo não tem conseguido construir.

Discursando nesta quarta-feira (13), pouco depois de inaugurar a fábrica que a cervejeira holandesa edificou no distrito de Marracuene, o Presidente da República e candidato do partido Frelimo a um segundo mandato disse ter pedido aos responsáveis da empresa, que muitos benefícios fiscais obteve do Estado, apoio financeiro para viabilizar o campeonato nacional de futebol da 1ª divisão.

“No que tange a responsabilidade social eu ainda introduzi um tema aqui a família Heineken, agora na mesa, e também aos gestores, que todo o povo moçambicano clama por um campeonato nacional onde as 16 equipas, ou 14, jogam umas contra as outras, que tal ser o patrono a Heineken viabilizando este projecto”, revelou Nyusi que no início da semana havia dito aos presidentes dos conselhos autárquicos que governar agora é uma ciência.

Na verdade a maioria do povo não está preocupado com a falta de futebol, diga-se que outras modalidades que custam muito menos dão mais alegrias do que o chamado “desporto rei”, mas antes com a falta de escolas secundárias que o Governo de Nyusi não conseguiu construir obrigando quase meio milhão de alunos a deixarem de estudar. Os moçambicanos precisam de hospitais pelo menos nos 16 distritos que Filipe Nyusi prometeu construir até 2019, nos 4 anos passados edificou apenas 2.

A aposta de Nyusi, e do partido Frelimo, na cerveja, único produto que não aumentou de preço desde o início da crise e que a Heineken conseguiu lançar no mercado a um custo mais barato do que a concorrência, e no futebol é comparável a política do Império Romano. Diante de problemas sociais como, por exemplo, o desemprego e falta de educação, condições impróprias para uma habitação digna e o excesso de corrupção nos gestores públicos a estratégia dos políticos romanos era distribuir pão e organizar jogos de circo, no caso de Moçambique o cereal distribuído é a cevada ou milho em forma de bebida alcoólica e a diversão deverá acontecer nos campos de futebol.

Lembre-se que em 2018 o Presidente Nyusi também interviu pessoalmente para evitar que o Moçambola interrompido redireccionado verbas do Ministério da Terra e Desenvolvimento Rural para pagar contas da Liga Moçambicana de Clubes.

]]>
averdademz@gmail.com ({ga=aderito-caldeira}) frontpage Thu, 14 Mar 2019 05:22:32 +0000