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Presidente de Angola privatiza o Banco Sol
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Destaques - Economia
Escrito por Divulgação  em 10 Outubro 2019
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Accionista minoritário (5,42%) do sétimo maior banco de Angola desde 2011, o Banco Sol, o casal presidencial João Lourenço e Ana Afonso Dias Lourenço repassou de forma não transparente, quatro meses antes das eleições de 2017, as suas participações à AZURY-Serviços de Consultoria.

A Administração do Banco Sol e o Presidente de Angola não revelaram que negócio foi feito para repassar as acções do casal Lourenço para uma sociedade anónima, constituída com capital 2 milhões de kwanzas (equivalentes a cerca de 11 milhões euros), que na verdade pertence aos amigos seus. Três dos directores da AZURY são advogados na sociedade de advogados dirigida por Carlos Feijó, que é membro da mesa política do partido governante MPLA. Anteriormente foi chefe da Casa Civil do ex-presidente José Eduardo dos Santos e também ministro do Estado.

Fundado em 2001, o Banco Sol é activo em microfinanças, particularmente no sector agrícola, e tem laços de longa data com o MPLA. Integram a estrutura accionista a Sansul SA (51%) do capital, a Fundação Lwini (10%), Noé Baltazar (5,42%), a ex-primeira-dama de Angola, Ana Paula dos Santos (5,4%), a Sociedade Comercial Martal, LDA (5,42%), o antigo ministro das Finanças Júlio Marcelino Bessa (4,17%), Coutinho Nobre Miguel (3,91%), António Mosquito (6,33%) e a AZURY, SA (5,42%).

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