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Moçambique levanta banimento a importação do frango do Brasil
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Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  em 08 Maio 2017 (Actualizado em 13 Maio 2017)
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Foto de Adérito CaldeiraO Governo de Moçambique levantou, na passada sexta-feira(05), o banimento à importação de frango oriundo do Brasil, e de outras parte do mundo. Após análises laboratoriais à carne da ave e seus derivados que foi encontrada no mercado terem dado resultado negativo a mesma pode ser comercializada sem riscos para a saúde pública.

Depois da revelação de esquemas de corrupção de produtores brasileiros, que de acordo com a Polícia pagaram subornos para encobrir graves violações sanitárias e permitir a venda de produtos podres e contendo salmonela, o Governo de Moçambique a 30 Março decidiu suspender a importação de frango e seus derivados.

Entre Outubro de 2016 e Fevereiro de 2017 foram importados do Brasil para o nosso país 360 toneladas de frango, pedaços e miudezas, porém em Março apenas foram encontrados nos importadores e retalhistas cerca de 26 toneladas da carne da ave cuja comercialização foi suspensa e o produto cativado até que se pudessem realizar exames laboratoriais para atestar a qualidade dos mesmo para o consumo dos moçambicanos.

Pequenas amostras do frango foram analisadas, em Laboratórios especializados na África do Sul, devido a incapacidade do Laboratório nacional, e foi comprovado que essa carne importada não representa nenhum perigo para saúde, daí a decisão de permitir a sua comercialização.

Além disso o Executivo levantou o banimento decretado a importação de frango de qualquer parte do mundo, “do ponto de vista da decisão do Governo em função dos exames laboratoriais não há nenhuma limitação quanto a importação do frango” afirmou Nelson Jeque, porta-voz do Ministério da Indústria e Comércio.

Todavia ainda “não há autorização neste momento para a importação de frango nem do Brasil nem de qualquer outra origem, porque o mecanismo de determinação de quotas ainda não está concluído e ainda não se sabe a quantidade de défice”, acrescentou Jeque explicando que as quotas são geralmente atribuídas próximo da época das festas, “quando há maior demanda”, pois ao longo do ano os produtores nacionais conseguem suprir cerca de 90% do mercado moçambicano que consome cerca de 80 mil toneladas da ave todos anos.

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