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Banco de Moçambique vai criar indexante para transparência nas taxas de juros dos créditos comerciais
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Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  em 22 Dezembro 2016 (Actualizado em 24 Dezembro 2016)
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Foto de Adérito CaldeiraO Banco de Moçambique(BM), que através das suas decisões contribuiu para o aumento das taxas de juros dos créditos da banca comercial, que rondam os 30%, pretende estabelecer um indexante através do qual “os bancos formarão as suas taxas das operações de crédito” com o intuito de oferecer aos clientes “instrumentos transparentes de negociação da taxa final de cada empréstimo”, revelou Rogério Zandamela nesta segunda-feira(19).

Discursando por ocasião do encerramento do ano económico, numa cerimónia onde não estiveram presentes os antigos Governadores do banco central, Zandamela disse que como medida para “reforçar a transparência no mecanismo de formação das taxas de juro que os bancos praticam com a sua clientela, o Banco de Moçambique está a negociar, com a Associação Moçambicana de Bancos, o estabelecimento de um indexante, que deverá ser único para todo o sistema bancário e que reflicta as condições de mercado”.

“Será com base neste indexante que os bancos formarão as suas taxas das operações de crédito para as diversas operações com os seus clientes, devendo os respectivos spreads ser amplamente divulgados, permitindo deste modo oferecer aos clientes do sistema bancário instrumentos transparentes de negociação da taxa final de cada empréstimo a contratar”, explicou o Governador do BM.

Depois recordar como 2016 foi um ano difícil Rogério Zandamela declarou ter “fortes razões para acreditar que a inflação iniciou um ciclo de abrandamento apontando as nossas previsões que a mesma situe ao redor dos 27% em finais de Dezembro, numa tendência decrescente que prosseguirá em 2017”.

Foto de Adérito CaldeiraO Governador reafirmou que o sistema financeiro está sólido, “com o rácio de solvabilidade médio a situar-se em 14,6%, bem acima dos 8% regulamentares” mas apelou “aos bancos comerciais e sociedades financeiras que operam no nosso mercado a continuarem a observar os mais altos padrões de rigor e profissionalismo na ponderação de riscos que a actividade financeira acarreta”.

No cargo há cerca de quatro meses, Zandamela tem perspectivas optimistas para o ano de 2017, todavia apontou como desafios “resgatar a reputação e a credibilidade do país e das suas instituições, nos planos internacional e doméstico”, assim como a “paz e a livre circulação de pessoas e bens por todo o território nacional”.

Embora Moçambique seja um dos mais vulneráveis às calamidades naturais, que acontecem todos os anos, o Governador do banco central disse que a sua instituição, assim como o Governo, não levam em conta os factores climáticos nas suas previsões e planos futuros, quiçá já a espera de uma seca ou cheias como desculpa as suas políticas ineficazes.

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