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PIB per capita de Moçambique inferior à média de África
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Destaques - Economia
Escrito por Correio da Manhã  em 26 Janeiro 2012
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Moçambique tem o Produto Interno Bruto (PIB) per capita (produção de cada moçambicano) dos últimos 10 anos inferior à média de todo o continente africano, bem como da África ao Sul do Saara e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

No período em análise foi de 4,7%, apesar de o país estar a registar níveis de crescimento económico médios de cerca de 8%, “fazendo, por isso, parte de um grupo de países que mais rapidamente têm crescido”, segundo o Banco de Moçambique (BM) no seu documento intitulado “Importância da Estabilidade Macroeconómica e do Sector Financeiro no Crescimento da Economia Nacional”.

Já quanto ao indicador de inflação, o BM indica que ela tem registado “acentuada oscilação”, embora tenda para níveis em redor de um dígito, em termos médios, ou seja, 11%, como reflexo da flutuação da taxa de câmbio do Metical em relação ao Rand e ao USD e a diferentes choques externos que têm fustigado a economia moçambicana.

A oscilação da inflação moçambicana é também consequência do elevado grau de dependência externa da economia, num contexto de apreciável grau de abertura da economia moçambicana, que se situa em torno dos 52,7%1, igualmente nos últimos 10 anos.

Contudo, o Banco Mundial (BIRD) realça que, apesar da volatilidade de alguns indicadores macroeconómicos, Moçambique apresenta um nível de estabilidade macroeconómica de 4,18 pontos, acima da média da SADC, em 0,23 ponto, apenas superado por Lesotho, Botswana, África do Sul, Tanzânia e Maurícias.

Crescimento inclusivo

O BIRD recomenda, por outro lado, às autoridades governamentais moçambicanas para implementarem políticas económicas que consolidem a estabilidade macroeconómica e do sector financeiro, “factores indispensáveis para um crescimento económico sustentável e cada vez mais inclusivo”, sobretudo, nesta fase em que são cada vez crescentes as perspectivas de aceleração do ritmo de expansão económica nos próximos anos, sustentada pela descoberta e exploração de recursos naturais.

O documento do BM sobre a importância da estabilidade macroeconómica e do sector financeiro no crescimento da economia nacional estará, entretanto, esta sexta-feira, em debate pelos participantes do 36º Conselho Consultivo do Banco de Moçambique a terminar ainda Quaeta-feira, na cidade da Matola, constituídos por agentes económicos e funcionários seniores daquela instituição financeira que serve também de banqueiro do Estado.

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