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Nasce maior prédio de Moçambique com 47 pisos
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Destaques - Economia
Escrito por Redação  em 21 Setembro 2010
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O Grupo Green Point Investment, uma empresa de capitais maioritariamente israelitas, vai investir 110 milhões de dólares americanos na construção de um edifício de 47 andares na zona baixa da cidade de Maputo, capital moçambicana. Trata-se do maior edifício do país, constituído por 32 pisos para escritórios, cinco para estacionamento de viaturas, e os restantes para centros comerciais, um heliporto, entre outras facilidades.

Baptizado com o nome “Maputo Business Tower”, este edifício resulta de uma parceria formada em Abril do ano passado pelo Grupo Green Point Investment e a empresa pública Correios de Moçambique.

A empresa Correios de Moçambique, que participa no projecto através da concessão do espaço onde será edificada a “Torre”, será detentora de parte do património após a conclusão das obras.

Falando minutos após o lançamento da primeira pedra para a construção deste edifício, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, considerou que este empreendimento faz parte do conjunto das iniciativas que contribuem para o desenvolvimento de infra-estruturas no país.

“Um edifício de 47 andares representa para nós um orgulho de que estamos num bom caminho e simboliza o desenvolvimento de infra-estruturas que vem acontecendo pelo país”, disse o governante.

Zucula disse igualmente que este empreendimento não só terá impacto na dinâmica da actividade económica na cidade de Maputo, mas também vai representar um centro de convergência turística.

Por seu turno, o Presidente do Município de Maputo, David Simango, disse que esta é a maior obra do género na capital moçambicana no período pós independência (1975). O maior prédio da cidade de Maputo, de 33 pisos, foi iniciado ainda na era colonial e concluído depois da independência.

“Esperamos que esta zona do Município seja mais uma Centralidade Municipal, um espaço onde serão oferecidos aos munícipes espaços de lazer, de trabalho e de oferta de serviços da mais variada espécie”, disse o edil de Maputo.

Simango reconheceu a demora do Município na aprovação de certa documentação relevante para o andamento do projecto, justificando que isso deve-se ao processo burocrático necessário para a aprovação de um projecto desta magnitude.

“O empreendimento localiza-se na zona da cidade onde todos os cuidados deverão ser considerados devido aos problemas de drenagem, sobretudo das águas pluviais, que normalmente se colocam e, por outro, considerando a infra-estrutura existente na zona, como as redes de distribuição de energia, água, sistemas de comunicação, acessos ao edifício, circulação rodoviária e pedonal, sistemas de extinção de incêndios, entre outros”, disse ele.

O director executivo do Grupo Green Point Investment, Archas da Cunha, disse acreditar que o “Maputo Business Tower” irá mudar a imagem da capital moçambicana.

Da Cunha disse que esta empresa está apostada a edificar infra-estruturas multifuncionais em Moçambique, tendo começado pela cidade de Maputo.

Segundo disse, esta empresa irá aplicar tecnologias modernas na construção deste empreendimento, devendo erguer edifícios similares aos construídos em cidades modernas como de Singapura, Xangai, entre outras.

As obras deste edifício estão a cargo da empresa portuguesa Soares da Costa, firma que deverá concluir os trabalhos dentro de três anos, conforme o cronograma apresentado segunda-feira.

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