- Erro
| Alerta vermelho |
| Terça, 16 Setembro 2008 00:00 | |||||||||
Aumento da criminalidade, falta de iluminação na via pública e fraco abastecimento de água canalizada, estes são, por esta ordem, os grandes problemas que preocupam os moradores do bairro Zona Verde, no Município da Matola, Província de Maputo. No topo das apreensões está o aumento da criminalidade.
Esta cresce sobretudo devido à precária iluminação das ruas, o que leva a que os gatunos actuem muito mais à vontade nos roubos. Segundo os residentes, os meliantes chegam mesmo a subir aos postes de electricidade para desligar a iluminação que alguns moradores colocam por iniciativa própria. No passado dia 30 de Agosto, três pessoas foram assaltadas em locais diferentes. De acordo com as vítimas, os assaltantes, em número de três, ameaçaram-nas com objectos contundentes como facas e navalhas.
Januário Mondlane, o comandante do posto de polícia local, está a par destas ocorrências. Januário já prometeu dar todo o seu apoio com vista a combater os assaltos no bairro. Mas, segundo o comandante, o que dificulta o trabalho da polícia local é o facto de os moradores não apresentarem queixa atempadamente às autoridades. “O nosso trabalho não está a ser eficaz porque os populares não vêm dar parte à polícia. A maior parte das vezes só comparecem em casos de violência doméstica. A polícia está ao serviço dos cidadãos por isso, apelamos à colaboração de todos”, exortou.
Candeeiros sem luz
@ VERDADE tentou, por diversas vezes, ouvir responsáveis do Departamento Provincial de Electricidade da Matola, mas todas as investidas revelaram-se infrutíferas. Água a conta-gotas
Contactado pela @ VERDADE, José Maria Adriano, Director de Informação e Imagem da Águas de Moçambique, justificou que a cobrança de facturas de água é indissociável do aluguer de contador e que por isso há uma cobrança do consumo mínimo de 125 meticais que corresponde a 10 metros cúbicos de água, independentemente do bom ou mau abastecimento. Quanto ao fraco abastecimento de água que se regista na Zona Verde, José Adriano, defende que tal se deve às ligações clandestinas efectuadas e ao facto do enorme crescimento do número de consumidores nos últimos anos em Maputo e Matola não ter sido devidamente acompanhado pela expansão de infra-estruturas. “Há indivíduos que violam condutas de água e redes de abastecimento público. Igualmente o número de consumidores cresce diariamente o que significa que a demanda é maior e proporcionalmente inversa à expansão das nossas infraestruturas”, explicou Adriano. O Director esclareceu ainda que o abastecimento de água estabelece duas vias de rede pública: condutas bombeadas e abastecimento caseiro. Todavia, como a demanda desta última é muito grande tem-se optado pela implementação de furos de água geridos pela empresa Águas de Moçambique.
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