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Dissidentes do MDM que se uniram à Renamo perdem mandatos na Assembleia Municipal de Maputo
Escrito por Emildo Sambo  em 06 Setembro 2018
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Seis membros da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) perderam mandatos na Assembleia Municipal de Maputo (AMM), a partir de quarta-feira (05), em consequência de em Junho deste ano terem se juntado à Renamo, por suposta por falta de convivência política na sua antiga facção.

O argumento usado para a tomada desta decisão é o mesmo que serviu de suporte para decretar a perda de mandato do presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane (CMCQ), Manuel de Araújo: na vigência de mandato passaram de um partido para o outro.

Trata-se de Ismael Nhacucue, ex-chefe da bancada do MDM naquele órgão deliberativo, Rui Munona, que também era delegado político distrital de KaLhamanculo, Armando Paia, que estava afecto ao sector de mobilização, William Savangune, Ismael Cassamo e Carlos Tembe. Este último permaneceu 5 anos como membro do “galo” na AMM.

Alegando que estava a ser “marginalizado”, ele abandonou o partido e juntou-se a um movimento cívico denominado Solidariedade Cívica de Moçambique (SCM), pelo qual é cabeça-de-lista pela cidade de Maputo nas eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo.

Ismael Nhacucue alegou que no antigo partido não se admite ideias contrárias ao pensamento da família Simango. Aquando da sua apresentação pública e de outros dissidentes do MDM como membros da Renamo o líder era Venâncio Mondlane, ora fora da corrida eleitoral.

Sobre a resolução da AMM, Ismael Nhacucue prometeu recorrer ao Tribunal Administrativo, porque na sua opinião “é ilegal”.

Porém, Augusto Mbanzo, candidato do MDM à autarquia da capital moçambicana nas eleições que se avizinham, considerou que a deliberação que retira os mandatos aos seus ex-correligionários segue o que a lei impõe e fica reposto o funcionamento normal da AMM.

É que a dada altura, os seis membros “punham em questão o bom funcionamento das nossas plenárias, montando uma espécie de uma pequena bancada que não estava alinhada com aquilo que são os preceitos do próprio funcionamento da casa”, declarou Augusto Mbanzo, à imprensa, no fim da sessão.

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