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Eleição intercalar em Nampula: CNE divulga resultados definitivos mas realização da segundo volta será decidida pelo CC
Escrito por Emildo Sambo  em 31 Janeiro 2018
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Os candidatos da Frelimo e Ranamo foram, efectivamente, os mais votados na eleição intercalar realizada a 24 de Janeiro último, na cidade de Nampula, mas nenhum deles amealhou votos suficientes para ser declarado eleito e substituto de Mahamudo Amurane, assassinado a 04 de Outubro de 2017, na sua residência, disse, na quarta-feira (31), a Comissão Nacional de Eleições (CNE), horas antes de submeter o dossier relativo ao escrutínio ao Conselho Constitucional (CC), órgão ao qual cabe a última palavra sobre a realização ou não segunda volta.

O edital sobre o apuramento geral dos resultados atinentes à eleição intercalar para a escolha do novo presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, apresentado pela CNE, em Maputo, indica que, dos 296.500 eleitores inscritos (100%), apenas 73.852 votaram (24,90%), o que significa que 222.738 (75,10%) não se fizeram às urnas por razões não apuradas.

A indiferença no direito de votar no sufrágio em alusão não passou despercebido e remete para uma análise profunda sobre as causas, algumas das quais já são conhecidas, como é o caso da desorganização e descredito em relação as instituições que organizam os processos eleitorais.

Todavia, a CNE e o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) ainda não encontraram formas de ultrapassar esses problemas.

Dos eleitores que exerceram o seu dever cívico, 32.042 (44,51%) votaram em Amisse Cololo, da Frelimo, e 29.029 (40,32%) em Paulo Vahanle, da Renamo.

Por via destes resultados, que constam da deliberação número 01/CNE/2018, de 30 de Janeiro, o novo edil da capital do norte poderá ser encontrado por via de uma segunda volta, se assim também julgar a CC.

O presidente da CNE, Abdul Carimo, disse que “não existem pressupostos para a determinação de candidato eleito”, porque, de “acordo com os dados de apuramento dos resultados eleitorais (...), nenhum do candidatos” obteve a maioria de votos, isto é, mais de metade de votos validamente expressos (...).

O dirigente, que falava num encontro que visava a apresentação da acta, do edital da centralização e do apuramento geral da eleição intercalar em Nampula, disse que o órgão que gere os processos eleitorais no país não recebeu alguma reclamação dos mandatários dos partidos políticos.

Pese embora as abstenção tenha sido massiva, Abdul Carimo considerou que o escrutínio decorreu de forma positiva.

Recorde-se que um estudo da rede de investigação Pan-Africana, o Afrobarómetro, constatou que há cada vez menos moçambicanos que acreditam na realização de eleições livres, justas e transparentes. O “apoio popular à democracia e a satisfação com a sua implementação caíram de forma alarmante”.

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