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Comissão Nacional de Eleições planeia realizar recenseamento eleitoral piloto
Escrito por Emildo Sambo  em 11 Agosto 2017
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O recenseamento eleitoral de raiz, a decorrer de 01 de Março a 29 de Abril de 2018, será antecedido por recenseamento eleitoral piloto, ainda este ano, e visa, em parte, testar a funcionamento do equipamento usado no processo passado, contanto que se pondera a sua reutilização, disse, na quinta-feira (10), em Maputo, a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Felisberto Naife, director-geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), entidade que executa as deliberações da CNE, não explicou detalhadamente como será o censo, tendo remetido tais pormenores aos próximos tempos.

O dirigente, que falava numa “mesa redonda” organizada pela CNE, cujo objectivo era discutir o envolvimento dos media na divulgação do processo eleitoral no sentido de manter o cidadão constantemente informado, disse ainda que o recenseamento eleitoral piloto servirá, também, para testar as habilidades dos técnicos.

Tratou-se de um briefing a alguns órgãos de comunicação social para colocá-los ao corrente do andamento e preparação das quintas eleições autárquicas agendadas para 10 de Outubro de 2018.

Acredita-se que o chamado “quarto poder”, sendo um meio de difusão e expressão e um intermediário na transmissão de mensagens, pode contribuir, substancialmente, na informação e formação do indivíduo, bem como influenciá-lo a exercer o seu direito de cidadania.

Para Abdul Carimo, presidente do órgão que gere os processos eleitorais no país, a comunicação social é um veículo ideal para colocar os cidadãos a par do que acontece relativamente ao ciclo eleitoral 2017/18. “Não vamos deixar nenhumas lições [a jornalistas], mas gostaríamos de criar uma plataforma conjunta entre os órgãos de comunicação social e os gestores do processo eleitoral”, disse o dirigente, ajuntando que ninguém deseja presenciar um processo eleitoral conflituoso, mas sim, transparente.

Na ocasião, Abdul Carimo apelou igualmente à sociedade civil e outros intervenientes para que potenciem a sua presença com vista ao sucesso das eleições autárquicas.

As quintas eleições autárquicas terão lugar nos 53 municípios do país e estão orçadas em 970 milhões de meticais, dos quais a CNE tem disponíveis 750 milhões de meticais. Os montante em falta será disponibilizado em espécie.

Refira-se que um estudo da rede de investigação Pan-Africana, o Afrobarómetro, constatou que há cada vez menos moçambicanos que acreditam na realização de eleições como livres, justas e transparentes. O “apoio popular à democracia e a satisfação com a sua implementação caíram de forma alarmante”.

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