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Empréstimos milionários à revelia dos moçambicanos foram contraídos sem conhecimento da Assembleia da República para escondê-los da Renamo
Escrito por Redação  em 29 Abril 2016
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Foto do Gabinete do PMNuma aparição que pode ser descrita como um acto de atirar areia aos olhos do povo, o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, veio a público, na quinta-feira (28), dizer que o Executivo contraiu secretamente empréstimos milionários para “financiar o desenvolvimento de infra-estruturas e segurança” e tudo aconteceu à revelia da Assembleia da República (AR) por “medo” da Renamo. O governante voltou a alegar que a improdutividade agrícola, as baixas exportações, as calamidades naturais e a tensão político-militar são responsáveis, nos últimos anos, pela precariedade vida dos moçambicanos.

De acordo com o governante, o valor global da dívida pública, reportada a 31 de Dezembro de 2015, “incluindo as garantias emitidas pelo Governo e as dívidas contraídas pelo Banco de Moçambique para o financiamento a balança de pagamentos, é de 11,64 mil milhões de dólares”, dos quais “9.89 mil milhões de dólares correspondem à dívida externa, incluindo 247 milhões de dólares do Banco de Moçambique”.

“O saldo da dívida interna, a 31 de Dezembro de 2015, é de 1.75 mil milhões de dólares, estando ainda em reconciliação 233 milhões de dólares”, afirmou, acrescentando que o pagamento deste montante, em juros semestrais de 78 milhões de dólares, deverá ser pago em sete anos, a partir de 2017, e o desembolso único da dívida no valor de 731 milhões de dólares deverá ocorre em 2023.

Estes montantes, não canalizados ao erário, foram contraídos – violando a Constituição da República e a Lei Orçamental – sem o conhecimento da Assembleia da República (AR). O Primeiro-Ministro justificou que o Governo agiu desta forma para não comprometer a segurança do Estado, tendo sido necessário fazer as coisas sem o conhecimento da oposição.

"Temos uma oposição na Assembleia da República que de dia faz parlamento e de noite ataques noutro sítio", declarou o governante, reconhecendo que se tivesse havido um pouco de prudência o Governo podia ter feito as coisas melhor.

"Mas revelar questões de soberania e segurança do Estado, em condições atípicas como esta, é de facto muito difícil (…) Correu mal, podíamos ter feito as coisas sem comprometer a segurança do Estado. Vamos trabalhar juntos para melhorar o sistema de transparência, da gestão da dívida pública, para que não aconteçam mais situações idênticas", disse do Rosário.

De acordo com Agostinho do Rosário, o Estado vai pagar o que for do interesse público, mas o que diz respeito a investimentos comerciais deverá ser liquidado pelas respectivas empresas.

Enquanto isso, horas depois de o Banco Mundial ter suspendido o financiamento ao Orçamento de Estado para este ano, no valor de 40 milhões de dólares que deviam ser desembolsados até Junho deste ano, em virtude da dívida pública oculta, o Reino Unido tomou a mesma posição, justificando que Moçambique quebrou seriamente a confiança. Por isso, há um trabalho “com os outros parceiros internacionais para restabelecer a confiança”, até porque o dinheiro que aloca visava apoias as acções de combate à pobreza e não para outros fins.

Comentários   

 
0 #1 Sadwin 29-04-2016 12:06
Povo Moçambicano, políticos oponentes, confeções religiosas, acadêmicos intelectuais e outros da sociedade Civil, temos se unirmos-nos e fazer a coisa certa sobre o destino de todos aqueles inocentes que fazem de tudo dia a pós dia para pagar os impostos e no final são roubados por estes corruptos sem espírito de viver em harmonia com toda a sociedade. Eventos colocar na barra da justiça todos estes malandros sem respeito pela constituição da República e que nem honram com as suas promessas durante as campanhas. Nós o povo devemos mudar este senario. A FRELIMO,criou sempre uma sociedade desorganizada destruindo a educação e prestando serviços não dignos para este povoado. Podemos demorar muito tempo construindo uma nova sociedade livre do analfabetismo mas que um dia dará frutos doces para todas as gerações vindouras.

Viva o povo contra os corruptos FRELIMISTAS.
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0 #2 Hermenigildo Faminto 02-05-2016 08:50
Sao bandidos esses gajos, ladroes do povo moçambicano, Samora Machel, tinha razão, um ambicioso vende tudo, até a sua própria mae. Esse ministro, é novo e já é corrupto, aldrabao do povo. Malandro, um sinhor da tua idade, nao tem vergonha mentiroso anssim para o teu povo?
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0 #3 Hermenigildo Faminto 02-05-2016 08:54
Os ingleses, fizeram bem, cortar ajuda ao nosso paìs, estava a roubar o taco do povo, a comprar casas de luxo, Mercedes benz, filho estudar no estrangeiros, casino Polana, e champanhe moeti e chandoni, os ingleses, estava alimentar chulos, samsugas.
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