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Forças governamentais invadem casas de Afonso Dhlakama e sede da Renamo em Maputo
Escrito por Redação  em 28 Março 2016
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Numa incursão idêntica a de 01 Novembro de 2013 e de 09 de Outubro do ano passado, na cidade da Beira, província de Sofala, um contigente das Forças governamentais, fortemente armado, invadiu, na manhã de domingo (27), duas residências do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e a sede nacional do partido, na cidade de Maputo, e aprenderam 22 metralhadoras do tipo AK-47, 285.600 meticais e detiveram dois guardas. Sem delongas, a "Perdiz", reagiu e classificou o acto como uma provocação da Frelimo e do seu Presidente Filipe Nyusi.

O domicílio assaltados localizam-se nas avenidas Julius Nyere e no bairro de Sommerschield 2, enquanto a sede nacional fica na Avenida Ahmed Sekou Touré. A Renamo disse, em comunicado de imprensa, que as forças governamentais levaram também um computador e os instrumentos bélicos estavam em seu poder desde o Acordo Geral de Paz, de 1992. O dinheiro confiscado destinava-se ao funcionamento da sede e compra de viveres.

A invasão orquestrada pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) às instalações da Renamo e do seu presidente, bem como os demais acontecimentos imputados a esta unidade, é da alçada do Ministério da Defesa Nacional (MDN) mas tem sido tratado como um acto de ordem e segurança pública, pelo que quem dá a cara, sempre, é a Polícia da República de Moçambique (PRM).

Na altura do assalto, encontrava-se numa das casa a família de Afonso Dhlakama, a qual foi submetida a um terror sem precedentes, diante da presença de militares armados até aos dentes.

Em Novembro de 2013, unidades do Exército e da Polícia invadiram, numa manhã, a casa de Afonso Dhlakama, na Beira, e a sede provincial da Renamo. Foram apreendidas algumas armas, munições, fardamento, rádios de comunicações e botas militares.

Já no ano passado, também numa manhã, Dhlakama foi cercado na Beira e os seus seguranças detidos, para além de armas apreendidas. Foi na sequência desse episódio que o o líder da Renamo se refugiou supostamente para as matas de Girongosas, onde permanece até os dias que correm.

As relações entre o Governo e a Renamo são cada vez mais azedas, o que afasta as partes e anula as possibilidades de retomada do diálogo político a breve trecho.

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