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Cinco membros supostamente da Renamo detidos em Nampula
Escrito por Leonardo Gasolina  em 27 Janeiro 2016
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A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula privou a liberdade de cinco cidadãos, alegadamente membros da maior força política da oposição, a Renamo, indiciados de perturbar a ordem, segurança e tranquilidade públicas nos distritos de Meconta e Ribáuè. Contudo, as autoridades não explicam com detalhe em que consistiram os tais desmandos que pesam sobre os visados.

Um dos indivíduos cujo nome e idade não apurámos foi encarcerado no fim-de-semana passado no distrito de Meconta. Os outros quatro, que respondem pelos nomes A. Muluku, A. Khurela, A. Avucula e T. Anacleto, de idades compreendidas entre 35 e 64 anos, estão presos desde segunda-feira (25), no posto administrativo de Iapala, distrito de Ribáuè.

Informações não confirmadas dão conta de que eles foram neutralizados logo após serem apresentados publicamente como sendo os líderes comunitários que irão fazer parte da governação que Afonso Dhlakama ameaça levar a cabo a partir de Março próximo, no contexto da vitória que a Renamo reclama nas últimas eleições gerais, nas províncias de Nampula, Niassa, Manica, Sofala, Tete e Zambézia.

Outras informações, também oficiosas, indicam que a “Perdiz” tem estado a reunir-se com frequência em preparação de prováveis dirigentes de base nos distritos de Nampula.

Contactado pelo @Verdade, Abiba Abá, delegada política interina e provincial da Renamo em Nampula, confirmou a detenção dos cinco cidadãos do seu partido, mas disse que não sabe quais foram as causas.

No Comando Provincial da PRM em Nampula, Sérgio Mourinho, porta-voz da corporação, confirmou a neutralização dos indivíduos a que nos referimos e explicou que eles estavam a ser apresentados como régulos nos distritos em alusão.

“Eles alegam que ganharam as eleições de 15 de Outubro de 2014. Neste momento dizem que estão a apresentar seus régulos, dirigentes de base e depois irão indicar os chefes dos postos administradores e governadores”, disse Mourinho e classificou tal situação como um “atentado à ordem pública e é contra a Constituição da República”.

Mourinho afirmou ainda que a Polícia vai também deter os delegados políticos da Renamo que reúnem com a população para apresenta-la as pessoas que irão fazer parte da governação ora propalada, a partir de Março.

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