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Mudança climática já virou "normal", diz o chefe da ONU
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Vida e Lazer - Ambiente
Escrito por Agências  em 10 Novembro 2012
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Situações extremas causadas pela mudança climática tornaram-se "o novo normal", e a recente supertempestade Sandy deve servir de lição para que o mundo busque políticas ambientalmente mais saudáveis, disse, Sexta-feira (9), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

A sede da ONU, em Nova York, passou três dias fechada por causa da supertempestade, que atingiu o nordeste dos EUA a 29 de Outubro e deixou pelo menos 121 mortos nos EUA e Canadá, além de inundar cidades litorais e deixar milhões de pessoas sem energia.

"Todos nós sabemos das dificuldades em atribuir uma única tempestade à mudança climática. Mas também sabemos o seguinte: o clima extremo devido à mudança climática é o novo normal", disse Ban aos 193 países da Assembleia Geral da ONU.

"Essa pode ser uma verdade desconfortável, mas que ignoramos por nossa conta e risco. Os melhores cientistas do mundo estão a soar o alarme há muitos anos", afirmou. "Não pode haver como olhar para o lado, em persistir na normalidade... Essa deveria ser uma das principais lições do furacão Sandy."

O chefe de segurança da ONU, Gregory Starr, disse, semana passada, que a sede da entidade, à margem do rio East, sofreu graves danos por causa da inundação nos seus subsolos.

Por causa disso, uma reunião do Conselho de Segurança sobre a Somália, semana passada, precisou de ser transferida para um edifício temporário dentro do terreno da ONU.

Algumas delegações criticaram duramente a gestão da ONU, Segunda-feira, por causa do "colapso quase total nas comunicações" com os Estados membros depois da passagem da tempestade. "Os nossos serviços globais foram fornecidos sem interrupção", defendeu-se Ban.

"No entanto, está claro que ao nos focarmos tanto nas operações e infraestrutura, ficamos a dever no que diz respeito a comunicações." "Aprendemos que muitos endereços de email estavam desactualizados ou de outra forma incorrectos", disse ele.

"E, num sentido mais amplo, deveríamos ter nos empenhado mais para actualizar os Estados membros, tanto os funcionários quanto o público como um todo, sobre o impacto e as implicações da tempestade."

Michael Adlerstein, que comanda uma reforma física de 1,9 bilhão de dólares na sede da ONU, a ser concluída em 2013, disse que a tempestade Sandy não vai causar atrasos nas obras.

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