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Cartoonista Shapiro volta a fazer manchete na África do Sul por satirizar Zuma
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Destaques - África
Escrito por Agências  em 26 Maio 2016
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O mais célebre cartoonista da África do Sul, Jonathan Shapiro, está mais uma vez envolto em problemas por retratar o Presidente (sul-africano) Jacob Zuma a “flutuar num rio de dinheiros” em referência aos muitos casos de corrupção que enfrenta.

Os cartoons de Shapiro, baseado na Cidade do Cabo, foram utilizados num exame escolar, onde se pedia aos alunos que identificassem o personagem.

Zuma foi ainda fortemente criticado por uma segunda banda desenhada divulgada no jornal The Times desta semana, mostrando o chefe do Ministério Público, Shaun Abrahams, a comportar-se como um macaco fazendo caretas contra Zuma.

O analista político Eusebius Mckaiser criticou a banda desenhada, afirmando que a associação dos Negros a macacos remonta ao início do reinado da pilhagem e do terror dos Europeus nestas regiões, e que ela foi ainda utilizada para denegrir os Negros "como sendo menos dignos que os seus homólogos brancos".

O cartoonista respondeu quarta-feira, em entrevista à rádio, afirmando que nunca teve a intenção de criar imagens chocantes susceptíveis de ser consideradas como racistas, acrescentando que teria utilizado a mesma imagem dum macaco se Abrahams fosse Branco.

Shapiro sempre fez manchete nos jornais pelas suas caricaturas controversas. Foi processuado por Zuma por uma caricatura divulgada no Sunday Times em 2008, a descrever uma cena de aliados políticos de Zuma a agarrarem Lady Justice, enquanto Zuma se aprontava para a violar. Zuma, que foi absolvido da violação quando era ainda Vice-Presidente, é às vezes acusado de abuso do sistema judicial, e Shapiro recusou-se a pedir desculpas pelo desenho antes de Zuma retirar mais tarde a queixa.

Em 2010, o jornal Mail and Guardian divulgou um cartoon de Shapiro a representar o profeta do Islão, Maomé, depois de obter à última hora uma oferta do Conselho dos Muçulmanos Teólogos de proibir a publicação da caricatura. Em seguida, ele recebeu várias ameaças por ter desenhado a caricatura.

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